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Angola permite matrículas de crianças sem registo

Observador ·
Angola permite matrículas de crianças sem registo

O Ministério da Educação de Angola determinou que as escolas públicas e privadas devem aceitar a matrícula de crianças sem identificação para evitar a exclusão do ensino, de acordo com um despacho conhecido esta segunda-feira.

A medida deve-se “a uma grande afluência de crianças em idade escolar que se apresentam nas diferentes escolas solicitando matrícula” para o próximo ano letivo sem qualquer documento de identificação, justifica-se no despacho ao qual a Lusa teve acesso.

Num país onde, segundo dados oficiais, em 2024 cerca de 60% das crianças não estavam registadas, o Ministério pretende “assegurar que a não apresentação dos documentos não contribua para o aumento do número de cidadãos fora do sistema de Educação e Ensino”.

As escolas públicas e privadas que ministram desde o primeiro ciclo até ao ensino secundário ficam obrigadas a matricular as crianças, enquanto estas aguardam a emissão dos documentos de identificação pelas autoridades competentes.

No despacho do Ministério da Educação acrescenta-se que as escolas “devem mobilizar as respetivas famílias sobre a importância do registo civil e da obtenção do Bilhete de Identidade”.

Devem ainda, prossegue-se no despacho ministerial, “fazer o levantamento das crianças que não possuem documentos de identificação, até ao final de outubro de 2026”.

Esse levantamento deve ser comunicado à equipa da direção de Identificação, Registos e Notariados do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos para que esta se desloque à escola e proceda ao registo das crianças.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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