NTG diz que não foi afastada do negócio da compra das três fragatas italianas, nem está a pedir qualquer comissão ao Estado português
A empresa NTG garantiu esta quinta-feira, em comunicado enviado às redações, e que o Ministério da Defesa replicou, que não foi afastada do negócio da compra das três fragatas à Fincantieri, nem está a exigir qualquer pagamento ao Estado português.
Esta informação tinha sido avançada pelo jornal digital 24 Horas e pelo Chega , que questionou o negócio e o "súbito e inesperado afastamento da empresa portuguesa NTG”, alegadamente intermediária do negócio e que teria perdido 90 milhões de euros em comissões.
Agora, de acordo com a NTG, a empresa esclarece que "não integrou a equipa formal de negociação intergovernamental, nem participou nas reuniões finais conduzidas diretamente entre os Estados português e Italiano, nem foi afastada pelo Governo das mesmas", ainda que salvaguarde ser a representante em Portugal desta fabricante italiana da área de defesa.
A empresa garante igualmente que "não reclama, nem reclamou, qualquer pagamento ao Estado português".
O Ministério da Defesa, que replicou estas informações também num comunicado enviado às redações, reitera que, e no que respeita a este investimento, "os contactos e as negociações só acontecem a nível dos Estados de Portugal e Itália e apenas ao nível das direções-gerais de armamento dos dois países, sem intervenção da tutela política".
O Ministério de Nuno Melo pede agora "a retratação de todos" os que fizeram "afirmações e imputações falsas".
A compra das três fragatas FREMM EVO, por um valor de 3,9 mil milhões de euros, representa o maior contrato de sempre na área da Defesa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.