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Xi procura ganhar tempo na disputa com EUA antes de encontro com Trump

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Xi procura ganhar tempo na disputa com EUA antes de encontro com Trump

X i deve ser recebido pelo presidente norte-americano em 24 de setembro, quatro meses depois de Donald Trump ter realizado uma visita de Estado à China e numa altura em que as duas maiores economias mundiais mantêm uma trégua na guerra comercial.

Para Ryan Hass, diretor do John L. Thornton China Center do grupo de reflexão Brookings Institution e antigo diretor para a China no Conselho de Segurança Nacional norte-americano, a China está sobretudo concentrada em reforçar a posição do país a longo prazo na competição com os Estados Unidos.

"Pequim está focada em fortalecer a sua posição de longo prazo para competir com os Estados Unidos, e não em conseguir avanços com Trump", escreveu Hass numa análise publicada este mês.

Segundo o especialista, os dirigentes chineses continuam a encarar a competição estratégica como uma característica "duradoura" das relações bilaterais e procuram ganhar tempo para reforçar a capacidade do país de resistir à pressão que antecipam dos Estados Unidos, à medida que a influência internacional da China aumenta.

Este posicionamento contrasta com a importância que Trump atribui à relação pessoal com Xi.

O Presidente norte-americano tem elogiado repetidamente o homólogo chinês e apresentado a relação entre ambos como uma vantagem que lhe permitirá evitar um conflito e alcançar benefícios económicos para os Estados Unidos.

Jonathan Czin, antigo analista da CIA para Xi Jinping e diretor para a China no Conselho de Segurança Nacional durante a administração de Joe Biden, considera, porém, que esta abordagem assenta numa "leitura errada".

Segundo Czin, Trump acredita que a experiência acumulada com Xi lhe proporciona um conhecimento pessoal do líder chinês superior ao dos próprios assessores e tem assumido diretamente grande parte da diplomacia com Pequim.

"Esta expectativa não tem qualquer fundamento observável nos 14 anos de Xi no poder", escreveu o analista, segundo o qual o líder chinês tem demonstrado pouca disposição para deixar relações pessoais condicionarem decisões políticas.

Xi é "calculista e ponderado na política internacional", acrescentou Czin.

Hass assinalou igualmente que, apesar dos elogios públicos de Trump durante a visita a Pequim, em maio, Xi evitou responder com comentários semelhantes sobre o Presidente norte-americano.

A aproximação entre os dois líderes também não eliminou as principais fontes de competição.

Washington mantém restrições sobre setores tecnológicos chineses e procura reduzir a dependência da China em áreas estratégicas, incluindo terras raras e ímanes, enquanto Pequim acelera esforços para desenvolver semicondutores avançados e outras tecnologias próprias.

Ao mesmo tempo, a administração Trump reduziu a pressão sobre Pequim em algumas áreas consideradas sensíveis pela liderança chinesa, embora tenha mantido medidas competitivas, incluindo restrições às importações de drones e robôs chineses e pressões sobre países terceiros para limitar a entrada de produtos chineses nos Estados Unidos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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