Alexandre Santos: «Famalicão teve um aproveitamento inacreditável»
Treinador do Nacional faz a análise, em conferência de imprensa, à derrota por 4-0 frente ao Famalicão, no Estádio da Madeira, para a sétima jornada da Liga:
«Uma palavra inicial para os adeptos. Naturalmente este é um momento difícil e, sendo um momento difícil, nós temos que reagir com rigor, com intensidade, com agressividade e com coragem.
O que nós queremos é perceber que temos que ser diferentes na abordagem aos lances, porque na verdade, todas as vezes que sofremos golo na primeira parte, tínhamos a bola no nosso poder. Ganharam-nos a bola com erros próprios e isso nós temos que diminuí-los e anulá-los. Ainda por cima, o Famalicão teve um aproveitamento inacreditável, mas é o reflexo da qualidade deles também.
Já não foi nada positivo ter sofrido o primeiro golo, quando tínhamos a bola no nosso poder dentro da nossa área e tínhamos que a retirar de lá, mas, a seguir, temos uma bola ainda mais perigosa para fazer golo e falhámos [bola na trave aos 11’]. Se calhar entrávamos outra vez no jogo e ficávamos mais estáveis.
A seguir sofremos o 2-0 e é lógico que a equipa vai por ali abaixo e os jogadores, que criaram um ambiente positivo durante a semana, que trabalharam muito para que hoje fosse diferente, naturalmente caem psicologicamente e isso foi o que tentámos fazer no intervalo e voltar a tentar dar à equipa capacidade de resposta, mas é muito difícil fazê-lo contra uma equipa da Valia do Famalicão.»
«As mudanças não foram porque os outros deixaram de ser importantes ou de ser bons jogadores, foram porque foi a forma estratégica de abordar o jogo com o melhor onze que tínhamos e que temos, e eu acredito em todos, quer os que jogaram na semana passada, quer os que jogaram hoje, não é por alguns jogadores terem feito, por exemplo, melhor rendimento na semana passada e hoje terem feito pior ou o contrário, que deixo de acreditar nos jogadores.»
«Nós temos de estar todos juntos neste barco, que é difícil. É neste momento, de muitos jogos seguidos sem pontuar, em que os corajosos, a garra, a união, o espírito, tem que sobressair de toda a gente, tem que ir para níveis que se calhar nunca foram e porque é isso que se exige.»
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