Desafios do futuro
Em termos de futuro, existem quatro eixos analíticos distintos a considerar: o das novas ameaças emergentes em matéria de segurança; o das ameaças em termos de “cenários” alternativos da economia mundial; o da ameaça do conformismo face aos novos desafios com que nos defrontamos; o do inconformismo com a irresponsabilidade anti-sistémica ao reforço da resposta democrática.
Começando pelas novas ameaças emergentes em matéria de segurança, importa relembrar que surgiram novas ameaças de terrorismo internacional em rede, sem limites e tendo como objectivo central generalizar o terror nos países “infiéis”, virando a opinião pública contra um poder executivo que se mostra incapaz de evitar o caos.
Evoluiu-se dos atentados dirigidos contra este ou aquele dirigente político, este ou aquele empresário, para os atentados dirigidos contra a população em geral, criando-se, por essa via, o pânico nas populações e a revolta com a incapacidade resposta de um Governo débil que não resistiria a uma nova ordem internacional, de sabor fundamentalista.
Sem se excluir a necessidade de se procurar combater as causas do terrorismo, importa, em primeira linha, combater o próprio terrorismo, sendo certo que a sua efectiva derrota ocorrerá por via de um processo gradual de subversão interna, processo esse para o qual contribuirão as divisões endógenas nos movimentos radicais, as quais resultarão da própria dinâmica “depuradora” inerente às formas de organização dogmáticas na inadmissibilidade da diversidade.
Quanto às novas ameaças em termos de “cenários” alternativos da economia mundial, importa sublinhar que se têm vindo a desenhar algumas tendências no sentido da implementação de políticas proteccionistas.
Tal resulta de muitos sectores da sociedade hodierna, à direita e à esquerda, se considerarem vítimas da globalização, uma globalização que não entendem e que condenam.
O regresso aos proteccionismos contribuiria para intensificar as pressões inflacionistas, restabelecer ciclos infernais de inflação-desvalorização-inflação, reintroduzir lógicas de funcionamento interno de pendor nacionalista exacerbado, reduzir as condições de competitividade internacional e abrandar o ritmo de crescimento da economia mundial.
No caso Europeu, poderia mesmo representar não só o fim da “área do euro”, como ainda o insucesso do projecto da UE.
A evolução registada mais recentemente nos EUA e na Europa não nos permite ter, em relação a este problema, uma posição optimista.
Importa, por conseguinte, mobilizar vontades no sentido de se procurar evitar o desenvolvimento de uma dinâmica de tipo proteccionista, a nível internacional.
Existe, ainda, a ameaça do conformismo face aos novos desafios com que nos confrontamos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.