25 anos depois, o mundo aprendeu com o 11 de Setembro?
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Nova viagem pelos Cinco Continentes, ao sábado, sempre na Rádio Observador e também em podcast. Eu sou o João Costa e Silva, comigo está o historiador Bruno Cardoso Reis. Bruno, sê muito bem-vindo. Como é que estás? Como é que foi essa tua semana?
Olá, está tudo a correr bem. Tem sido uma semana já bastante ocupada, mas com coisas interessantes, portanto tudo a correr bem. E contigo?
Também tudo a correr bem. Setembro já começa aqui a falar mais alto e a rotina a voltar ao de cima, não é? Portanto, temos que nos habituar a isto.
Vamos a isso. Aqui no nosso Cinco Continentes, vamos começar hoje por assinalar e foi assinalado esta sexta-feira os 25 anos sobre os atentados do 11 de setembro de 2001. Bruno, que balanço é que fazes deste quarto século da guerra ao terror e quais seriam, no teu entender, as principais lições aprendidas ou não, até pela comunidade internacional?
Eu acho que muito se tem falado e acho que se justifica que se fale bastante, porque realmente é um marco na história contemporânea e na política e na estratégia global. Mas tentando ser sintético, eu iria ficar-me em três grandes lições mais genéricas. A primeira é que eu acho que isto recorda-nos que é muito perigoso desprezar, subestimar um inimigo. É muito importante realmente levar a sério ameaças não convencionais, ameaças não estatais, ou seja, estamos a falar de um pequeno, no caso da Al-Qaeda, que foi o grupo que levou a cabo este ataque, liderado por Bin Laden, de um pequeno grupo armado terrorista com poucas centenas de membros, mas muito bem organizado, com um líder muito carismático e que ainda para mais tinha esta questão, que a família Bin Laden foram os grandes construtores, os grandes engenheiros, era a maior empresa de engenharia na Arábia Saudita, portanto ele conhecia bem as vulnerabilidades também de edifícios, nomeadamente edifícios altos como as Torres Gémeas. E portanto, o que nós assistimos foi a este pequeno grupo armado, de poucas centenas de elementos que em campo aberto, digamos, numa batalha convencional, seria facilmente eliminado em poucos minutos pelo poderio militar americano, pela maior potência militar do mundo. A verdade é que foi esse grupo que conseguiu fazer o primeiro ataque armado mortífero, bem-sucedido ao continente dos Estados Unidos, ao território continental dos Estados Unidos, desde a invasão britânica de 1812. Porque mesmo na Segunda Guerra Mundial ou na Primeira Guerra Mundial, o território continental norte-americano nunca foi verdadeiramente atacado. Houve alguns navios que foram atacados na costa americana, houve obviamente o ataque ao Havaí, que na altura não era um Estado sequer, era um território americano, e portanto tivemos quase 3000 mortes como resultado disso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.