10h. MNE diz que só Montenegro deve falar sobre Luís Neves
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As notícias com o jornalista Luís Soares. Apesar das polémicas a envolver o ministro da Administração Interna, Paulo Rangel recusa, para já, mudanças na composição do Executivo, mas avisa que, se acontecerem, terão de ser amplamente respeitadas. Em entrevista aqui na Rádio Observador, o ministro dos Negócios Estrangeiros deixa ainda críticas aos antigos ministros José Luís Carneiro e Eduardo Cabrita.
Paulo Rangel pede tranquilidade em torno do Governo, no momento em que considera que as polémicas estão esclarecidas. O chefe da diplomacia lembra também que Luís Montenegro tem acesso a informações que outros elementos do governo não têm e, por isso, sublinha que qualquer decisão do primeiro-ministro deve ser respeitada.
Ninguém tem o acesso à informação e a visão que tem o primeiro-ministro. E também não tem, porventura, os carismas que o próprio tem e que justificam a razão de ser líder de um partido político e do partido político majoritário, e com isso primeiro-ministro. Neste momento, todas as coisas estão esclarecidas, estão a seguir o curso normal e nada mais há a dizer sobre isso. Se um dia o primeiro-ministro quiser fazer uma revalidação que às tantas afeta outras pastas e não essa, isso só está no seu juízo e tem que ser amplamente respeitado. Portanto, vivamos os tempos normais com normalidade e sem sobressalto.
Paulo Rangel, no explicador desta manhã, pontua ainda o dedo às vozes críticas do ministro Luís Neves. Paulo Rangel recorda os trabalhos de José Luís Carneiro e de Eduardo Cabrita na pasta da Administração Interna para dizer que os socialistas têm telhados de vidro.
No caso do Partido Socialista e do seu líder, José Luís Carneiro, ele não foi capaz, como Ministro da Administração Interna, de percepcionar a questão das migrações, que é uma questão fundamental. Falhou aí e colaborou ativamente com o desmantelamento do SEF, cujo preço, o preço dessa decisão dos governos socialistas, corporizada por Cabrita, que vem falar e a quem se dá hoje um crédito que não sei que fundamento tem. Quer dizer, como é que hoje pode ser uma das vozes credíveis a falar sobre os assuntos da defesa e da administração interna, uma pessoa cuja prestação nessa pasta foi verdadeiramente negativa.
Já no que diz respeito à crise migratória de Ceuta, o ministro dos Negócios Estrangeiros recusa deixar críticas à forma como o governo de Pedro Sánchez geriu a crise migratória no enclave espanhol, deixando elogios à forma como as autoridades de Madrid e Marrocos se mostraram sempre disponíveis para esclarecer a situação em Ceuta.
Nós estivemos em contactos sistemáticos com Espanha desde o primeiro momento, com uma colaboração do meu homólogo espanhol extremamente exemplar. Foi exemplar, foi extremamente positiva. Damos uma visão em tempo real de como as coisas estavam a evoluir, mas também com Marrocos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.