Oposição colombiana apresenta plano de resposta a sismo que abalou o país
A oposição colombiana, apresentou esta quarta-feira um plano para responder à emergência provocada pelo sismo de magnitude 7,4 que abalou o país no passado dia 10 de agosto.
Entre as propostas apresentadas pela oposição liderada pelo senador de esquerda Iván Cepeda e pelo ex-presidente Gustavo Petro (2022-2026), está um pedido para que o estado de emergência económica não afete as populações vulneráveis e alertou para uma possível segunda emergência devido à seca, aos incêndios florestais e a um eventual fenómeno El Niño.
"É indispensável agir desde já com prevenção, coordenação e responsabilidade, e com um plano nacional de caráter integral", afirmou Cepeda, que exigiu também que o Estado garanta aos desalojados teto, alimentação, água potável e assistência médica enquanto a reconstrução avança.
"Nenhuma família pode ficar abandonada ao relento nem condenada à precariedade enquanto reconstrói a sua vida", sustentou.
A oposição pediu ainda que as ajudas sejam distribuídas sem discriminação por condição social, convicções políticas ou religiosas, origem étnica ou território, e que a solidariedade nacional e internacional seja guiada "exclusivamente pela proteção da vida e da dignidade humana".
Por sua vez, Petro pediu ao presidente Abelardo de la Espriella que retome o projeto de reforma tributária que o seu Governo deixou submetido ao Congresso antes de terminar o mandato e que, segundo afirmou, permitiria arrecadar cerca de 20 biliões de pesos (5,8 mil milhões de euros), como parte dos recursos necessários para financiar a reconstrução, estimada em cerca de 30 biliões de pesos.
O ex-presidente apelou também à Administração do Banco da República para que reduza a taxa de juro, que atualmente se situa nos 12%, com o argumento de facilitar as condições de financiamento para enfrentar a emergência.
O projeto solicitou também ao Conselho de Estado que mantenha em vigor a revogação do subsídio especial de serviço de 18 milhões de pesos (5.400 euros) para os congressistas, que tinha sido eliminado por decreto pelo Governo de Petro, e que esses recursos sejam destinados às vítimas do sismo.
A oposição, que não considera legítimo o mandato de De la Espriella, alertou também contra uma eventual utilização da emergência para "normalizar" a presença de forças militares estrangeiras na Colômbia e lembrou que as operações militares de outros países devem contar com a autorização do Senado.
A intervenção foi feita no exercício do direito de resposta da oposição às alocuções presenciais e, em particular, à realizada na passada segunda-feira por De la Espriella, na qual fez um balanço da resposta do Governo à emergência que já provocou 314 mortos.
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