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Acesso ao aborto. Utentes de Garcia de Orta sem informação. ERS pede explicações

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Acesso ao aborto. Utentes de Garcia de Orta sem informação. ERS pede explicações

A 10 de agosto, o Hospital Garcia de Orta suspendeu a sua consulta de gravidez não desejada.

No âmbito dessa suspensão, o hospital enviou uma comunicação para os Cuidados Primários de Saúde (CPS), à qual o DN teve acesso .

Nesta comunicação, anuncia que o email que fora criado para contacto directo das utentes com a consulta iria ser descontinuado.

O email foi, como o DN confirmou, descontinuado, mas no site da Unidade Local de Saúde Almada-Seixal (ULSAS), que inclui o hospital e os CPS, a informação sobre interrupção de gravidez continuava, esta terça-feira, 25 de agosto, a remeter para esse mesmo email e a certificar que o procedimento se realiza no Garcia de Orta .

Como foi noticiado , o Garcia de Orta celebrou um protocolo com a Clínica dos Arcos, em Lisboa, para que as mulheres que antes acediam à interrupção de gravidez no hospital passem a ser encaminhadas para aquela unidade privada.

Porém, quando se pesquisa “interrupção de gravidez” no site da ULSAS, que inclui o hospital e os centros de saúde, vai-se dar ao departamento de ginecologia/obstetrícia e a um link específico, que abre um folheto com o título “consulta de gravidez não desejada”.

Logo no primeiro parágrafo, este folheto informa: “A Interrupção Voluntária da Gravidez é realizada na Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal, constituída pelo Hospital Garcia de Orta (HGO) e os Cuidados de Saúde Primários.” De seguida, lê-se: “A interrupção da gravidez dentro do prazo legal (até às 10 semanas completas de gravidez) por opção da mulher deve ser precedida pela realização de uma consulta – Consulta Prévia – a ser realizada pelo Enfermeiro, Médico de Medicina Geral e Familiar ou por Médicos de estabelecimentos devidamente certificados, que irão prescrever os exames necessários para diagnosticar a gravidez e fornecer as informações necessárias para que a mulher possa decidir de uma forma livre e consciente.

Esta consulta pode ser agendada presencialmente, ou por telefone, em qualquer Unidade Funcional dos CSP ou do HGO - ULSAS.” Abaixo deste parágrafo, estão os números de telefone da consulta de obstetrícia e o endereço de email da consulta de gravidez não desejada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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