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Alguém vai sair da pobreza com este Orçamento do Estado?

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Alguém vai sair da pobreza com este Orçamento do Estado?

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O governo apresentou esta tarde a proposta de orçamento do Estado para 2027. Está entregue o documento no Parlamento. Seguiu-se depois uma longa conferência de imprensa do ministro das Finanças para a explicação da proposta do governo. Também já começámos a ouvir algumas reações por parte dos partidos com assento parlamentar. Eu sou o Ricardo Conceição, comigo está a Judite França, mas vamos agora aproveitar este momento também para ouvir em conversa, em debate os partidos. Quem são os nossos convidados, Judite?

Miguel Costa Matos, do Partido Socialista, Hugo Carneiro, do PSD, e Rui Afonso, do Chega. Miguel Costa Matos, eu começo por si. Ficou esclarecido sobre o que é possível fazer na especialidade depois de ouvir o ministro das Finanças, Miranda Sarmento?

Em primeiro lugar, obrigado pelo convite, cumprimentar-vos a todos e quem está nos a ouvir. De facto, o governo o que nos aponta é que não há margem. E além de não haver margem, o orçamento não apresenta medidas. E a conjugação destes dois fatores diz-nos uma coisa: o governo desistiu de apresentar uma resposta à crise do custo de vida. De facto, é imprudente um governo que herdou um excedente no montante em que herdou em 2024 e que agora deixa o país numa situação, sinceramente, em que não consegue acorrer a famílias que estão a passar dificuldades, empresas que estão a colocar também as suas perspetivas de crescimento em causa por causa desta crise. Mas repare, infelizmente, esse não é o único caminho que este orçamento deixa bastante a desejar. No programa eleitoral da AD, a previsão era que o crescimento econômico seria de 3%. Aquilo que é a previsão é de 2,1%. Portanto, nós estamos perante uma verdadeira fraude eleitoral. Nós estamos perante um fracasso daquilo que era as metas do governo. E uma das áreas que mais apontavam como um grande caos era a saúde. Repare, passaram estes já dois anos e meio e nós o que verificamos é que o Serviço Nacional de Saúde não está melhor, está pior, está com menos consultas, com menos cirurgias. E o ano passado o governo dizia que ia conseguir resolver o problema com menos 10% de compras no Serviço Nacional de Saúde. Fracassaram porque não só tiveram um corte na produção, no número de cirurgias e consultas, como tiveram uma explosão da despesa de 30%. Portanto, não cumpriram nenhum dos objetivos. E agora repetem esta receita para o desastre.

Mas Miguel Costa Matos, se é uma receita para o desastre, se é uma fraude, por que o PS vai viabilizar agora com a abstenção na especialidade?

Acho que seria muito ligeiro do Partido Socialista, numa altura em que as taxas de juro estão a subir como estão, em que a situação internacional no estreito de Ormuz é com esta enorme dificuldade, que nós juntássemos à crise econômica uma crise política. Não deixamos, como é evidente, não causando uma crise política, de apontar as insuficiências do orçamento. Repare, há duas que ainda não tive a oportunidade aqui de falar, que foram exigências nossas, e que é muito sério.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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