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Inspeção aos ascensores de Lisboa ainda decorre

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Inspeção aos ascensores de Lisboa ainda decorre

E m declarações aos jornalistas após a apresentação da solução para o futuro ascensor da Glória, o presidente da Carris, Rui Lopo, disse que os ascensores da Bica e do Lavra e o elevador de Santa Junta ainda estão sob "avaliação técnica rigorosa, de grande detalhe, de grande cuidado", sem previsão de quando voltarão a funcionar, adiantando que no elevador de Santa Justa "a avaliação está mais avançada do que no Lavra, mas ainda vai demorar".

"A segurança não é negociável e, portanto, estas coisas não podem ter precipitações e tem que ser tudo visto com grande cuidado", declarou.

Na sequência do descarrilamento do elevador da Glória, que ocorreu em 03 de setembro de 2025 e provocou 16 mortes e 24 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades, a Câmara Municipal de Lisboa suspendeu "de imediato" o funcionamento dos equipamentos históricos da Carris para serem inspecionados, nomeadamente os ascensores da Bica e do Lavra, o elevador de Santa Junta e o funicular da Graça, que reabriu em 30 de abril.

Passado cerca de um ano, os ascensores da Bica e do Lavra ainda estão a ser avaliados, sendo que "há um conjunto de circunstâncias técnicas que têm que corresponder às questões de segurança", indicou o presidente da Carris, Rui Lopo, no cargo desde janeiro, após a demissão do anterior gestor Pedro de Brito Bogas na sequência do descarrilamento.

Afirmando que ascensor do Lavra tem o mesmo sistema de funcionamento do ascensor da Glória, porque "a Glória é o irmão gémeo do Lavra", o presidente da Carris ressalvou que, "independentemente disso, há uma Comissão Técnica Independente que está a trabalhar" quanto à avaliação da segurança do Lavra.

"Ainda é prematuro nós conseguirmos avaliar o que é que efetivamente tem de acontecer" para que o ascensor do Lavra possa voltar a funcionar, expôs Rui Lopo, referindo que "há um enquadramento macro, mas tem que ser analisado, com muito detalhe, com muita responsabilidade", sublinhando que "são processos demorados".

O funcionamento destes equipamentos históricos da Carris depende de vários fatores, inclusive a demora no fornecimento de equipamentos e de subsistemas de segurança, o que "tem um tempo demoradíssimo".

"Portanto, avaliar condições, com grande responsabilidade, ter o tempo que for necessário para, quando for reposto, é reposto em condições de segurança, hipertestadas e hiperverificadas", defendeu, explicando que "o funcionamento destes equipamentos não é assim tão diferente uns dos outros.

Referindo que todos estes equipamentos históricos da Carris "são património nacional", Rui Lopo disse que, "se todas as condições de segurança podem ser garantidas, ainda que em equipamentos antigos", a empresa municipal tem de garantir toda a avaliação técnica, que está a ser feita por "variadíssimas entidades", inclusive a Comissão Técnica Independente e técnicos internacionais.

Essa avaliação técnica concluirá se os equipamentos podem funcionar tal como estão ou se é preciso introduzir alterações ou se carecem de "uma solução completamente nova", apontou o presidente da Carris.

A Comissão Técnica Independente, criada por deliberação da Câmara de Lisboa, presidida por Carlos Moedas (PSD),

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