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A energia que se liberta quando o atrito desaparece: o caso PIX

Diário de Notícias ·

Há uma forma curiosa de medir o sucesso de uma infraestrutura: é quando as pessoas deixam de reparar nela.

Ninguém agradece à rede elétrica quando acende a luz, nem à internet quando envia um email.

A boa infraestrutura desaparece no uso.

Torna-se tão fiável, tão banal, que a esquecemos.

E é precisamente aí que reside o seu maior triunfo.

O Brasil deu ao mundo, nos últimos anos, um dos melhores exemplos deste princípio: o PIX.

E fê-lo regressar à atualidade este ano, quando se viu, inesperadamente, no centro de uma disputa comercial internacional.

Criado em 2020 pelo Banco Central do Brasil, o PIX processou, em 2025, quase 80 mil milhões de transações e movimentou um valor equivalente a cerca de vinte vezes o PIB português.

Foi usado por cerca de 148 milhões de pessoas, o que representa 86% da população adulta, e por quase 13 milhões de empresas.

É gratuito para o utilizador, funciona em segundos, a qualquer hora e dispensa cartões, máquinas e intermediários.

Mas os números, por mais impressionantes que sejam, não contam o essencial.

O essencial é o que o PIX mudou no quotidiano de quem menos aparece nas estatísticas.

O vendedor de rua que recebe na hora.

O pequeno comerciante cuja tesouraria deixou de depender dos prazos de compensação bancária.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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