Delegação ucraniana regressa a Kyiv após encontro em Miami
A delegação de negociadores ucranianos que se deslocou a Miami (Estados Unidos) para conversações sobre o fim da guerra com a Rússia encontra-se a regressar a Kyiv, disse hoje um conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Segundo Dmytro Lytvyn, em declarações à agência noticiosa France-Presse, a delegação "já está a regressar" à capital da Ucrânia.
Esta equipa esteve em Miami, no estado norte-americano da Florida, para prosseguir as conversações com Washington iniciadas na sexta-feira.
Para este encontro foram também convidados conselheiros de segurança nacional da França, Alemanha e Reino Unido, bem como representantes da União Europeia e da NATO (aliança do Atlântico Norte).
As negociações decorreram numa altura em que Estados Unidos e Rússia assinaram um acordo de fornecimento de gasóleo russo aos norte-americanos, que a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, considerou proporcionar a Moscovo "mais recursos para a guerra" na Ucrânia.
Os Estados Unidos autorizaram temporariamente, na sexta-feira, a venda, entrega, descarga e importação de gasóleo de fabrico russo, incluindo a sua entrada no mercado norte-americano, até 07 de abril de 2027, apesar das sanções impostas a Moscovo.
O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) mantém, no entanto, restrições aos pagamentos através de contas de três instituições financeiras estatais russas.
A medida foi justificada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, como um esforço para conter a escalada de preços dos combustíveis desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, em 28 de fevereiro.
Segundo o líder da Casa Branca, a Rússia aceitou libertar de imediato 300 mil toneladas de gasóleo "para o mercado americano e global", seguidas de 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão posteriormente.
Após o anúncio deste acordo, a Rússia lançou um forte ataque em Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, que matou pelo menos 15 pessoas, incluindo três crianças, segundo as autoridades locais.
Em reação, Volodymyr Zelensky considerou que a Rússia "expressou a sua gratidão" a Washington pelo levantamento de sanções petrolíferas através de novos bombardeamentos contra o seu país, tendo a Ucrânia intensificado os ataques na Rússia, visando um terminal petrolífero na região de Rostov.
Os esforços diplomáticos sob mediação de Washington para pôr fim a mais de quatro anos de ofensiva russa na Ucrânia encontram-se atualmente num impasse.
A visita em setembro dos emissários norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscovo e posteriormente, de modo inédito, a Kyiv não resultou em qualquer anúncio concreto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.