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Política

Carneiro escusa-se a comentar eventual moção de censura do Chega

Notícias ao Minuto - Política ·
Carneiro escusa-se a comentar eventual moção de censura do Chega

"O meu comentário é à necessidade de o Governo avançar urgentemente com a ligação entre Alcoutim e Sanlúcar [de Guadiana, Espanha], fazendo a ponte entre esta zona raiana de Portugal e da Espanha" , respondeu ao ser questionado sobre uma eventual moção de censura do Chega.

Segundo o secretário-geral socialista, é isso que interessa às populações e "cria oportunidades" para a economia, a localização das empresas e a criação de postos de trabalho e os projetos de vida para as mais jovens gerações que se querem fixar no interior e no nordeste da serra algarvia, onde se localiza Alcoutim.

José Luís Carneiro iniciou o último dia da rota hoje de manhã, no Alentejo, onde visitou a barragem de Alqueva e Mértola, no distrito de Beja, e à tarde esteve no Lar de Alcoutim, antes de fazer uma viagem de barco entre essa localidade e Vila Real de Santo António, no distrito de Faro, ponto final do seu percurso pelo interior do país e por zonas de fronteira com Espanha.

O secretário-geral socialista destacou o "potencial" turístico, humano e natural da zona serrana do nordeste algarvio, afirmou que o país precisa disso para "construir soluções para o futuro" e considerou que "é isso que o PS está a fazer".

Perante a insistência dos jornalistas sobre uma eventual moção de censura do Chega, José Luís Carneiro voltou a dizer que a sua agenda "tem uma prioridade", que é a de "apresentar propostas para servir as portuguesas e os portugueses".

José Luís Carneiro insistiu na necessidade de avançar com a ponte sobre o Guadiana entre Alcoutim e Sanlúcar, projeto que contou com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, mas cujas obras ainda não avançaram.

O líder socialista observou que está a "avançar o projeto para a ligação entre Nisa e a fronteira com Espanha", orçado em cerca de 15 milhões de euros, mas lamentou que em Alcoutim haja um investimento "na ordem dos 17 milhões de euros" pela qual o presidente da Câmara e os responsáveis locais anseiam e ainda não saiu do papel.

O dirigente partidário chamou a atenção para "indignação e preocupação" que existe com o descrédito que está a sofrer a democracia na atualidade e defendeu que é necessário dar respostas às necessidades das populações e das comunidades locais "para que elas confiem nas instituições democráticas e nas instituições da República".

"Há muito quem as queira desvalorizar e destruir, o Partido Socialista e o secretário-geral do PS não contribuem para essa agenda", assegurou José Luís Carneiro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Política.

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