"Portugal despede-se de um dos seus ícones": Seguro recebeu com "enorme tristeza e consternação" a notícia da morte de Jorge Palma
Foi com “enorme tristeza e consternação” que o Presidente da República, António José Seguro, tomou conhecimento da morte de Jorge Palma, aos 76 anos. Numa nota publicada no site da Presidência , o chefe de Estado afirmou que “Portugal despede-se de um dos seus ícones e de um dos grandes poetas da nossa música e da nossa sensibilidade”.
“As suas canções hão de ficar como uma recordação intensa e profunda da nossa melancolia”, lê-se na nota, onde se destacou ainda que as mesmas marcaram “a vida portuguesa durante décadas” e continuarão a “iluminar a memória de várias gerações”.
António José Seguro recordou os “acordes, os ritmos e as melodias” de temas como “Bairro do amor”, “Na terra dos sonhos”, “Estrela do mar”, “Deixa-me rir”, “Frágil”, “Encosta-te a Mim”, “A Gente Vai Continuar” e “Dá-me Lume”, que, segundo o Presidente, recordarão “o seu lirismo imprevisível e nunca de efeito fácil ou efémero”. ~
Seguro destacou ainda Jorge Palma como “criador e intérprete de exceção” e a sua “rara versatilidade e ecletismo”, considerando que o músico se tornou “uma referência da nossa história musical ao longo dos últimos cinquenta anos”.
“Herdeiro de tradições musicais e literárias muito diversas e complexas”, Jorge Palma “emprestou à música portuguesa um caráter único e uma busca incessante da beleza que construiu uma utopia da amizade, do amor, da generosidade – e do riso”, escreveu o Presidente da República.
“De certa maneira, todos habitámos o seu bairro do amor, todos nos rimos com os seus versos, todos nos sentimos frágeis, todos prometemos continuar a ser aqueles que fomos quando cantámos as suas canções pela primeira vez ou quando elas deram sentido às nossas vidas”, acrescentou.
O Presidente recordou também que Jorge Palma foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique em 2020 e que estava previsto que participasse este ano na Festa do Livro em Belém, mas “já não pôde juntar-se a nós devido ao seu estado de saúde”. “Por isso são ainda mais intensos o choque e a tristeza vividos hoje, com a notícia da sua morte”, afirmou.
No final da mensagem, António José Seguro apresentou condolências “aos seus filhos Vicente e Francisco, à sua mulher Rita, bem como à sua família e colaboradores, e a todos os artistas que estiveram ligados à sua música e à sua carreira”.
Jorge Palma, nascido em Lisboa em 1950, teve mais de 50 anos de carreira, passou pelas bandas Sindicato e Black Boys e editou mais de uma dezena de álbuns de originais, entre eles “É proibido fumar”, “Norte”, “Voo nocturno” e “Com todo o respeito”. Morreu na noite de segunda-feira aos 76 anos.
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