LUÍS MONTENEGRO DEVE ESTAR PREOCUPADO COM AS SONDAGENS?
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Esta é a história do dia da Rádio Observador. Luís Montenegro deve estar preocupado com as sondagens?
Não troco a passagem do IVA de alguns alimentos de 6% para zero pelos 800 milhões de euros que estamos a devolver às famílias em sede do IRS e no suplemento das pensões. Mas não trocamos este caminho pelo dos governos que no passado obrigaram os portugueses a subidas de impostos ou a cativações de investimentos.
Quando fez esta comunicação ao país na noite de quinta-feira, Luís Montenegro já sabia que a popularidade eleitoral é uma coisa que não anda famosa para os seus lados. E normalmente quando isso acontece, os primeiros-ministros tiram sempre um ou outro coelho da cartola para tentar recuperar os estragos. Hoje vamos falar sobre isto. Vamos olhar para os números das sondagens, vamos até fazer uma viagem ao passado para comparar dados históricos de outros primeiros-ministros e perceber o que aconteceu em Portugal com os governos em exercício. Será que Luís Montenegro está em maus lençóis ou apenas a cumprir um padrão de impopularidade temporária que acontece sempre em Portugal? Eu vou conversar hoje com o editor adjunto de política do Observador, o Miguel Santos Carrapatoso, que nos traz essas respostas. Eu sou o Pedro Benevides e esta é a história do dia de sexta-feira, 18 de setembro. Olá, Miguel, bem-vindo.
Tu dedicaste-te aqui a um exercício que eu diria que é complexo. É muito interessante, porque eu acho que ainda ninguém olhou para isto desta forma, mas explica lá a tua ideia. Estavas sentado na tua secretária a pensar: "O que eu vou fazer com estes números todos que têm saído das sondagens?"
Basicamente, parti deste seguinte raciocínio: há muito que se diz que é normal um primeiro-ministro ter sondagens tímidas quando está no poder. Há um desgaste natural do incumbente que não deve ser sobreavaliado quando se faz análise política. E a partir dessa premissa, ocorreu-me que talvez fosse interessante perceber a experiência dos antecessores do Luís Montenegro.
Ou seja, perceberes aquilo que é a perceção que nós temos de que os primeiros-ministros quando estão no poder, normalmente caem um pouquinho nas sondagens.
Que nem é uma perceção, é uma evidência científica estudada não só em Portugal, mas na bibliografia.
Mas querias pelo menos ver os números, o que é que mostravam os nossos números.
Sim, porque ficava sempre a pergunta: comparativamente Luís Montenegro, sabendo que isto é uma evidência, que um primeiro-ministro sofre sempre desgaste por estar no exercício do poder, comparativamente, como é que se comporta Luís Montenegro? Está pior ou melhor do que os seus antecessores? Então ocorreu-me olhar para sondagens que tivessem sido feitas, sobretudo desde Cavaco Silva, que é quando a nossa democracia politicopartidária se normalizou, de alguma forma.
Não foi fácil. Aliás, era impossível sem a ajuda de Ricardo Reis, um especialista em sondagens, foi durante muito tempo diretor do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião, o CESOP, da Universidade Católica Portuguesa, portanto alguém muito experimentado nesta matéria.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.