Canadá na UE? Bruxelas lembra que grandes mudanças exigem aval dos países
"Vamos continuar a dialogar com os nossos Estados-membros aqui na UE, continuaremos a dialogar com o Canadá, tal como temos vindo a fazer de forma intensiva nas últimas semanas", disse o porta-voz Olof Gill durante a conferência de imprensa diária da Comissão.
"As grandes mudanças na UE só acontecem com o aval dos nossos Estados-membros, e assim será sempre", assegurou Gill.
O porta-voz assinalou que se trata de um "projeto muito ambicioso" e indicou que a próxima cimeira UE-Canadá, no final de outubro, em Montreal, será uma oportunidade "para manter debates políticos reais".
Na cimeira, em que participa também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, serão explorados com o Canadá "os parâmetros para reforçar a relação, dando uma forma concreta a esta grande, audaz e bonita ideia", considerou.
Ursula von der Leyen propôs na quarta-feira em Estrasburgo (França) que o Canadá se torne o primeiro membro associado da UE, levando a relação entre os dois blocos ao mais elevado nível possível.
Discursando perante os eurodeputados no dia seguinte, Carney defendeu que a aproximação à UE levará à prosperidade de ambos.
"Não somos aliados de ocasião. Não procuramos acordos de soma zero. O nosso compromisso com o Estado de Direito e a nossa defesa inabalável da dignidade humana, da liberdade individual e da democracia partilham as mesmas raízes profundas, a mesma dedicação inabalável", afirmou Mark Carney num discurso feito no Parlamento Europeu, ao qual a presidente da Comissão Europeia assistiu.
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