Esgana ex no Estoril quando ia buscar filho. Familiares evitam tragédia
U m homem de 31 anos foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) ontem, dia 17 de setembro, na freguesia do Estoril, concelho de Cascais, por suspeitas da prática do crime de violência doméstica.
Num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto , as autoridades explicam que suspeito e vítima viveram juntos durante cerca de seis anos.
Durante todo esse tempo, a mulher, de 32 anos, sofreu de violência física, verbal e psicológica, "frequentemente motivada por ciúmes".
Em episódios anteriores, o homem chegou mesmo a agredir a namorada "na face com uma chapada que lhe provocou o desmaio, bem como com um soco no olho".
Perante isso, a vítima colocou um ponto final na relação, no início do presente mês de setembro, mas "os episódios de violência" continuaram e, no passado diz 8 de setembro, podiam ter terminado na pior forma.
Nesse dia, o suspeito deslocou-se à residência da vítima sob o pretexto de recolher o filho menor. Já no interior da habitação, e "motivado por ciúmes", conta a PSP, agarrou "com força" a ex-namorada pelo pescoço, provocando-lhe "falta de ar e esganando-a".
Nota a força de segurança que a vítima só conseguiu escapar das mãos do agressor "após a intervenção de familiares", que se encontravam no local na altura dos factos.
Recorde-se que o crime de violência doméstica é público, pelo que qualquer pessoa pode fazer uma denúncia sobre o mesmo.
Por diversas vezes, a PSP já falou sobre este tipo de crimes e até já deixou algumas orientações sobre como lidar com o mesmo, incluindo como reconhecer sinais e como agir, caso seja vítima ou testemunha.
Segundo a autoridade, alguns sinais de violência doméstica incluem "comportamentos de controlo", "isolamento social", "ameaças, insultos e humilhações", "agressões físicas ou atos sexuais forçados" e "manipulação emocional ou chantagem".
Além disso, a "violência doméstica pode ocorrer de diferentes formas": física, psicológica, emocional, sexual ou até mesmo económica.
Nestas situações, as vítimas devem procurar um "local seguro para onde ir, em caso de emergência, como a casa de um amigo, familiar ou um abrigo".
Devem, também, criar um "plano de segurança", guardando "documentos importantes num local seguro e, de preferência, de casa" e estabelecendo um "código de emergência com amigos ou familiares, de forma a avisar que precisa de ajuda sem alertar o agressor".
Assim, já sabe, "se sentir que está em perigo ou conhecer alguém que esteja, procure ajuda o mais rápido possível".
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