Putin afirma que tem combustíveis sob controlo apesar de ataques
"E mbora nem todos os problemas tenham sido resolvidos, o trabalho está em curso. O primeiro-ministro [Mikhail Mishustin] está a acompanhar a situação. Foi criada uma comissão especial", disse o líder do Kremlin numa entrevista transmitida hoje pela televisão estatal.
Putin reconheceu que "é claro que há certos incómodos para as pessoas" devido à falta de combustíveis, mas reforçou que "o Governo, obviamente, deve manter a situação sob controlo".
Dias antes, as autoridades russas admitiram que o país está a viver a "segunda fase" da crise dos combustíveis devido à intensificação dos ataques ucranianos às infraestruturas petrolíferas.
Na quarta-feira, foi divulgado que pelo menos duas cadeias de postos de abastecimento voltaram a restringir a venda de combustíveis em Moscovo.
Da mesma forma, o ministro da Energia russo, Sergey Tsiviliov, reconheceu que as filas regressaram aos pontos de venda.
Além de limitar a venda de combustíveis, o Governo russo autorizou a venda de gasolina Euro-2, muito abaixo dos padrões de qualidade habituais, numa tentativa de lidar com a crise do mercado.
Anteriormente, o Presidente russo tinha tentado minimizar os bombardeamentos ucranianos no seu país, alguns dos quais a largas centenas de quilómetros da frente de combate entre os exércitos dos dois países, ao comentar que "estes ataques não têm consequências graves, nunca tiveram nem nunca terão".
Na sexta-feira, as autoridades russas reconheceram que o abastecimento de combustível era difícil em algumas regiões do país, devido à recente intensificação dos ataques da Ucrânia contra refinarias.
"A situação mantém-se tensa em várias regiões do país em relação ao fornecimento de combustível aos postos de abastecimento de combustível", afirmou o Governo nas redes sociais, acrescentando que foi realizada uma reunião sobre o assunto.
As empresas petrolíferas "estão a tomar as medidas necessárias para aumentar o fornecimento às regiões mais vulneráveis", acrescentou.
O vice-primeiro-ministro russo para a Energia, Alexander Novak, instruiu as autoridades para monitorizarem os preços dos combustíveis, segundo o executivo.
Na Rússia, os motoristas e as empresas têm enfrentado dificuldades de abastecimento nos últimos meses, à medida que a Ucrânia intensificou os seus ataques com drones e mísseis de longo alcance contra as infraestruturas petrolíferas russas, procurando cortar os recursos financeiros que alimentam a ofensiva de grande escala lançada contra o seu território em fevereiro de 2022.
Quase todas as regiões tiveram de restringir as vendas em algum momento, por exemplo, limitando a quantidade de combustível que cada cliente pode comprar.
A região sul de Krasnodar, popular entre os turistas pelos seus 'resorts' no Mar Negro, está entre as mais afetadas.
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