Futebol. "Estádios não têm condições e jogos são pobres"
Descubra a mobilidade elétrica e inteligente aqui . Expanda o seu mundo.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Este é o som da Comissão de Inquérito das manhãs 360. Hoje é nosso convidado Diogo Luís, comentador desportivo na CNN, economista, antigo jogador de futebol. Bom dia.
Isto vai ser bom. São cinco perguntas, cada resposta certa vale cinco pontos. Se pedires a nossa ajuda, damos-te escolha múltipla, três hipóteses. Se acertares, recebes dois. Vamos a isto?
É justo? A Taça da Liga dos Campeões é pesadita, cerca de sete quilos e meio, mas existem outras ainda com mais quilos. Qual é o troféu da UEFA mais pesado de todos?
Em primeiro lugar, deixa-me agradecer-vos o convite. É um gosto estar aqui com vocês, aqui nas manhãs.
Relativamente à tua pergunta, eu acho que é da Liga Europa. Falhei ou acertei?
Exatamente. Diogo Luís, tu viveste por dentro o balneário. Hoje analizas o futebol. Quando vês um miúdo de 18 anos a assinar contratos de milhões de euros, o futebol perdeu completamente a noção da realidade económica do nosso país ou o valor que recebem é justo perante a fortuna que também gerem para a indústria?
Isto tem a ver com procura e oferta. A partir do momento em que há procura, em que há quem queira investir, naturalmente-
Sim, naturalmente, depois os valores vão ao encontro disso. O que eu percebo a tua questão, não há muitos com 18 anos que assinam por milhões, têm que ser alguém especiais ou pelo menos têm que ter um potencial enorme, mas a realidade é que muitos deles não estão sequer preparados para receber, eu não digo milhões, mas milhares ou centenas de milhares. E esse é um dos problemas que eu acho que existe no futebol e no desporto. Aliás, há um estudo na NBA. Na NBA ganham muito mais do que no futebol, porque nós temos ideias, na NBA os milhões são muito superiores àqueles que recebemos aqui no futebol e na Europa, que já é bastante. A verdade é que cinco anos após o término de carreira, eles estão praticamente falidos, apresentam falência. Isso tem a ver com a falta de literacia financeira. Agora estou a falar um pouquinho de outra área, mas eu misturo sempre as duas áreas.
Com a ausência de literacia financeira. É a perceção de que, de repente, o miúdo que começa a ganhar esses milhões, se não tiver os pés bem assentes no chão, pode-se perder rapidamente. Há vários exemplos desses. E a verdade é que eu acho que tem que ter sempre uma boa sustentação familiar, que nem sempre é fácil, porque já no meu tempo, que não se falavam destes milhares e destes milhões.
Era isso que eu ia perguntar. Se notas muita diferença, provavelmente.
Noto. Há muita diferença, naturalmente. Hoje em dia, os miúdos com 12 ou 13 anos já têm empresário, o que eu acho que é inacreditável. Até porque, o que é que o empresário vai fazer? Vai passar à frente do outro? Não faz sentido. Eu acho que os empresários só faziam sentido mais à frente, mas isso devia haver uma regulação por parte do futebol mundial, por parte das entidades oficiais, de forma a que isso não acontecesse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.