Kiev está a testar alternativa ao Starlink sem deixar de usar rede de Musk
A Ucrânia está a trabalhar numa alternativa ao Starlink com um país europeu e já iniciou testes nesse sentido, prevendo continuar usar a rede de satélites do grupo de Elon Musk, disse o Presidente ucraniano, Volodymir Zelensky.
"Os russos estão a construir um equivalente ao Starlink com os chineses e acreditam que concluirão este projeto até dezembro de 2026", afirmou Zelensky aos jornalistas em declarações tornadas públicas hoje.
O acesso à rede Starlink, serviço fornecido pela SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, foi cortado aos russos na Ucrânia em 2025 pelo presidente executivo da multinacional, numa decisão que, segundo os especialistas, contribuiu para o sucesso dos contra-ataques localizados de Kiev contra a Rússia.
"Não vamos simplesmente esperar que os chineses e os russos lancem o seu próprio equivalente ao Starlink", disse Zelensky, confirmando que Kiev "está atualmente a desenvolver um projeto semelhante com um país europeu" e que já foram iniciados testes.
O Presidente ucraniano garantiu que Kiev continuará a trabalhar com o Starlink e que espera convencer Elon Musk a permitir utilizar a rede de satélites para realizar ataques na Rússia, com a aprovação de Washington.
"Por enquanto, [Elon Musk] disse que isso representaria uma escalada, mas pode mudar de ideias quando vir argumentos mais convincentes", referiu.
A gigante tecnológica norte-americana mudou de posição em relação à Ucrânia várias vezes desde o início da invasão russa em grande escala, iniciada em fevereiro de 2022, e tem mantido contacto próximo com o ex-ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, que foi demitido em julho.
Para o líder ucraniano, os ataques poderiam "levar a uma redução das capacidades que a Rússia está a utilizar para prolongar a guerra", ao permitir visar os lançadores de mísseis balísticos russos, cada vez mais utilizados por Moscovo.
Kiev reclama mais munições para os intercetar, particularmente de mísseis Patriot norte-americanos, cuja ausência se agravou desde o início da guerra no Médio Oriente.
A Ucrânia recebeu 675 mísseis Patriot em 2023, por comparação com 364 em 2025 e 264 em 2026, disse Zelensky.
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