Armando Vara já saiu da prisão (há 2 meses). Cumpriu dois terços da pena
A rmando Vara saiu em liberdade. O antigo banqueiro, de 72 anos, que já cumpriu pena de por vários crimes, saiu da prisão há mais de dois meses, no passado dia 16 de julho.
A informação, avançada pela SIC Notícias , foi confirmada pelo Notícias ao Minuto junto de fonte prisional.
O antigo ministro socialista saiu do Estabelecimento Prisional de Évora, onde estava preso, após cumprir dois terços da pena de dois anos e meio, ou seja, 1 ano e oito meses, pelo crime de branqueamento de capitais.
Recorde-se que Armando Vara encontrava-se pela segunda vez num estabelecimento prisional para cumprir pena de prisão.
Neste caso, Vara foi condenado em julho de 2021, a dois anos e meio de prisão, devido a um cúmulo jurídico de penas do caso Face Oculta e de um processo que nasceu de uma certidão da Operação Marquês.
Em causa esteve o branqueamento de cerca de 535 mil euros - uma parte de cerca de dois milhões de euros que Vara juntou numa conta bancária na Suíça através de um esquema de várias sociedades offshore.
Os fundos dessa conta bancária nunca foram declarados às autoridades fiscais portuguesas e os cerca de 535 mil euros foram enviados para Portugal para financiar a aquisição de um apartamento em Lisboa, tendo sido consumado o crime de branqueamento de capitais. A decisão transitou em julgado em junho de 2022.
Depois de várias voltas, revisões e recursos, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça em fevereiro de 2025 deu razão ao Ministério Público (MP) e decretou que o ex-ministro do Desporto tinha mais dois anos e seis meses de pena para cumprir.
Armando Vara voltou assim a entrar na prisão em novembro de 2025 para cumprir esta pena.
Antes disso, o também ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do BCP, já tinha sido condenado, a 16 de janeiro de 2019, a cinco anos de prisão por três crimes de tráfico de influência.
Após cumprir quase três anos de prisão, foi libertado, em outubro de 2021, ao abrigo das medidas de libertação na pandemia da Covid-19.
Agora ainda vai responder por crimes de branqueamento de capitais no processo principal da Operação Marquês, ou seja, será julgado pela terceira vez.
Neste caso por um crime de corrupção passiva e um crime de branqueamento de capitais em regime de coautoria com o ex-primeiro-ministro José Sócrates.
Em causa está um empréstimo superior a 200 milhões de euros a um grupo de investidores no resort de Vale do Lobo que Vara terá influenciado, enquanto administrador da Caixa Geral de Depósitos, a troco de cerca de um milhão de euros.
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