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Presidente de Taiwan avisa que só haverá paz "reforçando a defesa"

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Presidente de Taiwan avisa que só haverá paz "reforçando a defesa"

N a sua intervenção durante uma cerimónia comemorativa nas ilhas de Kinmen, em memória da batalha de 23 de agosto - dia em que, em 1958, teve início um intenso bombardeamento de artilharia chinês ao qual as forças taiwanesas resistiram durante semanas -, Lai declarou que "embora o mundo esteja em paz, esquecer a guerra é perigoso", informou hoje a agência estatal CNA.

"Só mantendo o espírito de não ceder nem um centímetro de Taiwan", nem dos arquipélagos periféricos de Penghu, Kinmen e Matsu, e "fortalecendo continuamente a defesa nacional através do investimento adequado, é que se pode garantir a paz", sublinhou o líder taiwanês.

Numa alusão direta ao orçamento da Defesa apresentado pelo seu governo na quinta-feira, no valor de 1,12 biliões de dólares taiwaneses (30.170 milhões de euros), Lai manifestou o seu desejo de que tanto o partido no poder como a oposição "mantenham vivo o espírito do movimento anticomunista de 23 de agosto" e apoiem a proposta.

Além disso, afirmou que a vontade de se unirem "para defender a soberania nacional e salvaguardar a paz no estreito de Taiwan não deve jamais abrandar" e que "a vitória na campanha de 23 de agosto é a melhor prova de que a paz é garantida pela força".

O líder de Taiwan salientou que "as forças autoritárias da China nunca desistiram das suas ambições de expansão externa" e que, além de intensificarem as suas incursões na zona cinzenta nas águas em torno de Kinmen, alargaram as suas "provocações militares" à primeira cadeia de ilhas e à região do Indo-Pacífico.

O novo projeto de orçamento do governo aumenta em 18% as despesas com a defesa em relação ao ano anterior e inclui novas rubricas para reforçar capacidades como os drones e os mísseis, mas ainda tem de ser aprovado pelo Yuan Legislativo (parlamento), onde os partidos da oposição, o Kuomintang (KMT) e o Partido Popular de Taiwan (PPT), detêm a maioria.

A proposta não responde apenas à crescente pressão militar de Pequim, que considera Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e não descarta o uso da força para assumir o controlo da ilha, mas também às exigências de Washington, que insiste em que Taipé deveria gastar mais na sua própria defesa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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