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Defesas russas abatem 344 drones no segundo dia da votação das eleições

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Defesas russas abatem 344 drones no segundo dia da votação das eleições

O s aparelhos não tripulados foram abatidos em 16 regiões, 15 delas no continente europeu, segundo o boletim de guerra do Ministério da Defesa russo.

Entre estas estão Moscovo, Leninegrado, Krasnodar ou o Daguestão (Cáucaso), as regiões fronteiriças de Belgorod, Briansk e Kursk, e a siberiana de Iamalo-Nenets, que alberga grandes jazidas de petróleo e gás.

Russos e ucranianos não acordaram uma trégua de 72 horas por ocasião das primeiras eleições parlamentares de toda a guerra, pelo que, em regiões ucranianas anexadas como Donetsk, a maioria dos eleitores votou antecipadamente.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo adiantou que Moscovo atacou um centro logístico a 41 quilómetros de Kiev, utilizado para armazenar os fornecimentos militares provenientes de países europeus, além de bombardeamentos contra alvos em outras regiões do país vizinho.

A Rússia realiza hoje o segundo de três dias das eleições para a câmara baixa da Duma Estatal, as primeiras desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, nas quais cerca de 111 milhões de habitantes de 89 regiões são chamados a votar.

Poderão também votar os russos residentes em 152 países, onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros habilitou 333 assembleias de voto, muitas delas em missões diplomáticas.

O Kremlin procura que as eleições reforcem o apoio público à guerra e procurou evitar quaisquer riscos políticos, reprimindo o mais leve sinal de dissidência.

O principal partido da esfera do poder, Rússia Unida, tem praticamente garantida a manutenção do seu esmagador controlo da Duma Estatal.

Vários partidos mais pequenos da "oposição sistémica", que votam em sintonia com o Governo em todas as questões-chave, também devem manter a sua presença.

Os eleitores votam em dois boletins separados, preenchendo metade dos 450 lugares da Duma ao selecionar os partidos políticos listados. A parte restante é disputada em círculos uninominais, com os eleitores a escolherem candidatos individuais.

O único partido que se opõe à guerra, o Yabloko, não consta do boletim de voto por ter sido excluído pelo Supremo Tribunal. No entanto, cerca de uma centena dos candidatos do partido ainda mantêm hipóteses de eleição nos círculos uninominais.

A Ucrânia instou a comunidade internacional a não reconhecer os resultados das legislativas realizadas pelas autoridades russas em territórios ucranianos ocupados, enquanto alerta para políticas de 'russificação forçada' na tentativa de legitimar o domínio destas áreas.

A Ucrânia não reconhece nem eleições que considera ilegais nem os seus "resultados sem sentido", segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Kiev, referindo-se à votação realizada na Península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, e nas regiões parcialmente ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson.

Estas áreas representam cerca de 20% do território ucraniano e correspondem às principais frentes de combate desde a invasão em grande escala das tropas da Rússia,

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