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Remco não perdeu o fôlego e voltou a entrar para a história

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Remco não perdeu o fôlego e voltou a entrar para a história

Um ano depois da inédita edição em África, os Mundiais de ciclismo de estrada viraram-se para a América do Norte. Há um ano, Kigali assistiu a uma das edições mais memoráveis da história da modalidade, que terminou com Remco Evenepoel a dominar a prova de contrarrelógio para se sagrar tricampeão mundial. Na retina ficou a dobragem a Tadej Pogacar, que partira dois minutos e meio antes. Contudo, poucos dias depois, o esloveno voltou a fazer das suas e “limpou” a prova de fundo com uma exibição solitária de 66 quilómetros, depois de ter “descarregado” o belga. Agora, as contas faziam-se em Montreal, com o contrarrelógio a abrir as hostilidades, numa prova em que o ciclista da Red Bull-Bora-hansgrohe podia fazer história com o inédito tetracampeonato.

Uma demonstração de força para mostrar que também é um canibal: Evenepoel dobra Pogacar e é tricampeão mundial de contrarrelógio

“É frustrante termos apenas duas horas [para conhecer o trajeto], especialmente num percurso tão grande de 40 quilómetros. Será um desafio encontrar um atalho para ver um pouco mais de cada setor. Felizmente é igual para todos. Essa é a vantagem. Como é um percurso tão plano, talvez pudessem ter feito a distância um pouco maior. É um esforço considerável, especialmente devido aos longos trechos retos. Consequentemente, há uma pressão constante nos pedais. No Grande Prémio de Montreal consegui ganhar 15 segundos ali [na subida final]. Isso mostra que é possível ganhares terreno se tiveres um pouco mais de fôlego. Esse é um setor em que tenho vantagem por causa do meu peso, mas espero que não chegue a esse ponto”, analisou, ao seu estilo, Evenepoel.

“Remco favorito? Sim, sem dúvida. A história recente comprova isso. A última vez que o deixei para trás, num contrarrelógio, foi na Vuelta-2023. O percurso de Montreal é praticamente plano, com um ganho de elevação de 220 metros em 39,2 quilómetros, e a estrada tende a subir no final. Há muitas curvas, mas tudo dependerá de como eles [organização] posicionarem as barreiras. Aqui no Canadá, as estradas são largas e as curvas geralmente podem ser feitas com antecedência. A chegada será menos difícil do que a subida de Glasgow em 2023, por exemplo. Estou a começar a sentir-me bastante confortável. No entanto, para um esforço de 45 minutos, provavelmente vou optar pela postura mais clássica. Baixei o guiador, mas mantive a altura do selim. Trabalhei muito com o massagista Piero Baffi para me habituar à posição e ficar mais aerodinâmico”, antecipou Filippo Ganna, apontado como o principal rival do belga.

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Com 39.200 metros e 220 metros de desnível positivo acumulado, o contrarrelógio favorecia os puros especialistas da modalidade, com os ciclistas a partirem da Avenue du Parc e a passarem pelo rio São Lourenço e a Île Notre-Dame, com direito a passagem pelo circuito da Fórmula 1, fazendo depois o percurso em sentido inverso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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