Putin rejeita reunir-se com Zelensky e Trump exige que Kiev pare de atacar refinarias
A Rússia continua a intensificar a guerra - agora ao atacar também as linhas ferroviárias e cada vez mais perto da fronteira polaca - e a dar sinais contraditórios sobre o processo diplomático.
Moscovo descartou a hipótese sugerida por Zelensky de um encontro com Putin, em Miami, em meados de dezembro.
“É impossível”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, sobre a sugestão de Volodymir Zelensky.
Em entrevista à Deutsche Welle (DW), o ucraniano mostrou-se recetivo a uma reunião com Putin à margem da Cimeira do G20.
“Sim, claro.
Temos de nos encontrar, falar e tomar decisões.” Mas Peskov cortou cerce e repetiu que uma reunião com esses intervenientes só poderá ocorrer em Moscovo.
Para o analista da DW sobre a Rússia, Konstantin Eggert, “Putin não quer encontrar-se com Zelensky como um igual”, o que se traduz em “que Putin quer continuar a guerra”.
Na véspera, Peskov disse esperar, em breve, um encontro trilateral, ou seja, com diplomatas russos, ucranianos e norte-americanos.
Na Irlanda, nova demonstração de Donald Trump sobre quem é, na perspetiva do presidente dos EUA, o elo mais fraco.
Com o preço dos combustíveis a passar a marca dos seis dólares por galão (3,78 litros), Trump atribui a responsabilidade do aumento ao presidente ucraniano pelos ataques às refinarias russas e não à guerra no Irão e consequente perturbação no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab el-Mandeb.
“O senhor Zelensky só tem uma coisa a fazer: deve parar de atacar o gasóleo na Rússia.
Que ele ataque alvos, mas não o gasóleo, porque isso causa uma falta de gasóleo”, disse Trump.
Na noite de sábado para domingo, mais duas refinarias foram alvejadas por drones ucranianos (em Krasnodar, no norte do Cáucaso, e no Tartaristão, mil quilómetros a oeste de Moscovo).
Os cidadãos russos têm enfrentado racionamento de combustível devido aos ataques ucranianos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.