O que acontece quando morre um animal de estimação famoso nas redes sociais?
Durante vários dias, milhões de pessoas acompanharam Simon — um cão mestiço de 7 anos com traços de Jindo — na sua caminhada até ao último suspiro.
O cão famoso na Internet, descrito por Isabel Klee como a sua “alma gémea”, morreu como viveu, rodeado de amor e atenção. Conhecido por estar sempre ao lado de Klee enquanto ela acolhia temporariamente cães, Simon era visto pelos seguidores como uma presença paciente e estável para os animais assustados que por vezes chegavam a casa deles. Depois de Klee anunciar a sua morte a 25 de julho, as homenagens ao pequeno cão, cujo diagnóstico de cancro tinha sido revelado em maio, multiplicaram-se nas redes sociais.
Before we said goodbye, Simon had a breakfast of steak & chocolate ❤️ only the best for our boy!
Alguns seguidores refletiram sobre a influência que o percurso de Simon e Klee tinha tido nas suas próprias vidas. Uma pessoa publicou que se tinha sentido motivada a começar também a acolher animais temporariamente, enquanto outra salientou que animais como Simon ensinam aqueles que cuidam deles “a ser adultos”.
Os animais influenciadores trazem muita alegria à Internet, mas a história de Klee e Simon recorda que essa alegria tem limites. Mesmo os animais famosos não vivem nem de perto tanto tempo como os seus humanos e os milhões de pessoas que os adoram à distância desejariam.
Ainda assim, as suas mortes ajudam a unir a comunidade de seguidores, ao mesmo tempo que a tornam mais fluente na devastadora linguagem do luto por um animal de estimação.
Para os humanos por detrás das contas de animais influenciadores, o luto não é uma experiência privada, mas uma experiência partilhada pelos seguidores, a maioria dos quais nunca chegou a conhecer pessoalmente o objeto do seu afeto, mas vive a perda como se fosse sua.
It has been the privilege of my life to care for Noodle these past 7 years. The sweetest man there has ever been and will ever be. ❤️
“Eu sabia que as pessoas estavam a chorar este cão comigo; depois, os meus amigos próximos e as pessoas que conheciam o Noodle puderam realmente chorar o meu animal”, afirmou Jonathan Graziano, cujo pug idoso Noodle era uma grande estrela das redes sociais antes de morrer em 2022. “Consegui separar as duas coisas.”
Noodle, adotado por Graziano aos 7 anos, tornou-se famoso anos mais tarde, em 2021, graças a uma série de vídeos no TikTok em que o pug decidia se ia ou não sair da cama de manhã. Nesses vídeos, Graziano perguntava a Noodle se era um “dia com ossos ou sem ossos”.
Graziano percorreu um caminho semelhante ao de Klee e Zerhusen quando decidiram pôr fim ao sofrimento do cão.
“Foi uma experiência louca”, afirmou Graziano, acrescentando que teve “tudo o que queria” no momento de deixar Noodle partir em paz. “Foi a combinação de ter de passar por toda a experiência de fim de vida com o Noodle, atravessá-la e aceitá-la sozinho, simplesmente como alguém que o amava e cuidava dele.”
O seu amigo Thomas Shapiro também sabe exatamente aquilo por que Klee está a passar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.