O “nunca mais”
Em 1945, sobre as ruínas do Holocausto, a Europa fez uma promessa: nunca mais.
Seis milhões de judeus tinham sido exterminados no coração de um continente que se julgava civilizado.
Foi também dessa promessa que nasceu o projeto europeu.
E em 1948, nascia o Estado de Israel.
Para os judeus, cuja história não começara na catástrofe europeia, mas que nela tinham sofrido uma perda sem medida, a soberania tinha um significado concreto, um lugar onde a sua permanência não dependesse da tolerância dos outros.
Uma casa onde não fosse necessário pedir licença para existir.
Depois de séculos de perseguição, a possibilidade de assegurar a própria defesa.
A 7 de outubro de 2023, essa promessa foi posta à prova.
Era Shabat e dia de festa religiosa judaica e milhares de terroristas do Hamas, movimento cuja carta fundadora defende a destruição de Israel, saíram de Gaza, de onde Israel retirara soldados e colonos em 2005 e que o Hamas controlava pela força desde 2007.
Nos kibbutzim de Be’eri e Kfar Aza e no festival Nova , assassinaram cerca de 1200 pessoas: bebés, idosos, sobreviventes do Holocausto, jovens que dançavam.
Houve violações, mutilações, famílias queimadas nas suas casas, crimes filmados e exibidos com orgulho.
Foram levadas 251 pessoas para Gaza.
Foi o dia mais mortífero para o povo judeu desde o Holocausto.
Na semana passada, em Estrasburgo, o Parlamento Europeu assinalou o terceiro aniversário do massacre.
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