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Protesto em Espinho exige solução para combustíveis

Observador ·
Protesto em Espinho exige solução para combustíveis

Cerca de 80 pessoas participaram hoje numa manifestação em Espinho contra o aumento dos preços dos combustíveis e do custo de vida , numa iniciativa promovida por três empresários para pressionar o Governo a apresentar soluções. Os manifestantes deslocaram-se de Santa Maria da Feira para Espinho em marcha lenta e depois desfilaram a pé até ao casino de Espinho, a poucos metros da residência particular de Luís Montenegro — o destino final planeado para a manifestação — mas não puderam passar por ordem da polícia.

O porta-voz da manifestação, Ricardo Pinto, exigiu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que “oiça os portugueses” e encontre uma resposta para a subida dos combustíveis, considerando que “o Governo já teve tempo suficiente para agir”.

“Já está há mais de seis meses nesta brincadeira. Se ele me diz que não tem solução, não está lá a fazer nada, não nos consegue governar”, afirmou Ricardo Pinto aos jornalistas.

O movimento, segundo o porta-voz, nasceu de uma iniciativa cívica de três empresários e não de uma organização política, embora Ricardo Pinto seja deputado municipal eleito pelo Chega em Santa Maria da Feira.

“Nasceu de três jovens como eu, empresários, que sentem na sua pele o aumento de tudo”, disse, referindo-se também à subida dos preços dos bens alimentares e de outros produtos. Ricardo Pinto garantiu que o protesto é pacífico e rejeitou qualquer intenção de ameaça a Luís Montenegro.

“É para chamar a atenção do primeiro-ministro, que nós sabemos onde é que ele mora. Não é nenhuma ameaça a ele, é simplesmente exigir que trabalhe”, afirmou. Ricardo Pinto adiantou que os promotores pretendem manter o movimento e realizar novas ações de protesto até que seja encontrada uma solução para o aumento dos combustíveis.

O porta-voz referiu que a iniciativa alcançou “cerca de 1,5 milhão de visualizações e mais de 60 mil interações” nas redes sociais nos primeiros dias de divulgação.

“Isto é uma promessa ao primeiro-ministro, não vamos parar, isto foi a primeira de muitas até ele arranjar a solução e que arranje rápido, porque esta foi pacífica, a partir daqui a gente não sabe, porque não vamos continuar assim”, acrescentou.

No desfile, cujo início estava marcado para as 10h30 e começou depois das 12h30, foram gritadas palavras como: “Na bomba a pagar e o Governo a faturar”, “O povo unido jamais será vencido”, “Demissão”. Já no fim, foi cantado o hino nacional.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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