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Tracking Poll: Montenegro não estanca queda eleitoral e está cada vez mais distante de PS e Chega

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Tracking Poll: Montenegro não estanca queda eleitoral e está cada vez mais distante de PS e Chega

Com Passos Coelho na sombra, a crise dos combustíveis a pesar no bolso das famílias e os protestos pela habitação a marcar a agenda política, a AD não está a conseguir estancar a descida nas intenções de voto. Os dados da Tracking Poll desta semana mostram o partido do Governo a afastar-se do primeiro lugar, ocupado pelo PS, que, por sua vez, continua a manter uma vantagem curta sobre o Chega.

Na tracking poll da Pitagórica para a TVI, a CNN Portugal e o SOL, o PS sobe de 28,3% para 28,6%, enquanto o Chega permanece nos 27,9%. Já a AD recua de 22,9% para 22,8% - trata-se da quarta descida semanal consecutiva, com quedas a registarem-se desde 1 de outubro.

Entre os restantes partidos, a Iniciativa Liberal sobe duas décimas, para 7% ficando à frente da CDU. São, porém, os comunistas que garantem a maior subida desta semana, registando um crescimento de 0,6 pp e fixando-se agora nos 3,2%. Atrás fica o Livre, que perde três décimas e fica nos 2,8%. Já o Bloco de Esquerda avança 0,1pp para os 1,8% e o PAN sobe 0,3 pp para 1,3%.

As respostas dos inquiridos ocorreram também durante o período em que foi afastado o secretário-geral da Administração Interna, Ricardo Carrilho e em que foi anunciada a escolha da Lufthansa para a privatização parcial da TAP. O universo conta também com respostas dadas durante a intervenção policial no protesto pela habitação no Porto , na madrugada de 15 de outubro e a chegada da ‘acampada’ ao Rossio , em Lisboa. Ainda assim, estes acontecimentos pesam ainda pouco nos resultados: das 804 entrevistas, só 201, ou 25%, foram realizadas na semana de 12 de outubro.

Ainda assim, é relevante a queda de 1,9% na avaliação de Luís Neves neste período, levando a que continue a ser o segundo ministro com pior cotação, ficando apenas atrás da ministra da Saúde, que mantém um saldo de menos 33,7 pontos percentuais. Fernando Alexandre surge a seguir, com menos 14,1 pontos, embora recupere seis décimas.

Apesar da nova descida eleitoral da AD, a avaliação do Governo melhora ligeiramente. A percentagem de inquiridos que aprova a atuação do Executivo sobe de 34% para 35%, enquanto a desaprovação recua de 59% para 58%. Ainda assim, o saldo continua claramente negativo, com uma diferença de 23 pontos percentuais entre aprovação e desaprovação, mas recupera dois pontos face à semana anterior.

A avaliação pessoal de Luís Montenegro segue uma trajetória inversa, com a aprovação do primeiro-ministro a manter-se nos 33%, mas a desaprovação a aumentar de 62% para 63%, agravando o saldo negativo para 30 pontos percentuais. Quase dois terços dos entrevistados desaprovam, assim, o desempenho do chefe do Governo, que regista uma avaliação mais desfavorável do que a do Executivo no seu conjunto.

A insatisfação não se traduz, contudo, numa expectativa de queda iminente do Governo. A percentagem de inquiridos que acredita que Montenegro chegará ao fim da legislatura, em 2029, sobe de 62% para 64%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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