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Volkswagen admite novas medidas de poupança perante cenário de corte de até 100 mil empregos

Diário de Notícias ·
Volkswagen admite novas medidas de poupança perante cenário de corte de até 100 mil empregos

O presidente executivo (CEO) do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, confrontou esta terça-feira (25 de agosto) mais de 10 mil trabalhadores na fábrica principal de Wolfsburg, na Alemanha, para defender a necessidade urgente de aprofundar o programa de reestruturação do grupo.

O plano em cima da mesa poderá levar ao encerramento de quatro fábricas e à supressão de até 100.000 postos de trabalho a nível global — o dobro das metas inicialmente avançadas.

Até ao momento, não há registo de que a fábrica da Autoeuropa, em Palmela, seja afetada pelo plano de reestruturação.

Recebido com vaias e faixas de protesto — onde se liam mensagens como "Os nossos empregos não são os vossos ajustes de balanço" —, Blume alertou que a situação da fabricante automóvel é "mais do que crítica".

"Precisamos de reduzir a complexidade, simplificar as nossas estruturas de forma coerente e reduzir os custos", afirmou o CEO, sublinhando que "toda a indústria está sob uma enorme pressão" resultante da transição para a mobilidade elétrica, tarifas aduaneiras internacionais, riscos geopolíticos e, em particular, o avanço agressivo das marcas concorrentes chinesas.

Custos indiretos 30% superiores aos da concorrência O grupo — que engloba marcas como Volkswagen, Audi, Porsche e Seat/Cupra — já tinha estabelecido planos em finais de 2024 para cortar cerca de 50.000 postos de trabalho na Alemanha.

Contudo, a administração detalhou agora que a redução poderá atingir outros 50.000 empregos a nível internacional, abrangendo cerca de 170 entidades do grupo.

Segundo dados internos apresentados pela administração, os custos fixos e operacionais não ligados à produção automóvel direta na Volkswagen são atualmente mais de 30% superiores aos dos concorrentes diretos.

Além disso, a margem operacional do grupo permanece abaixo dos 4%, valor que a gestão considera insuficiente para financiar de forma sustentável os investimentos em software e novas tecnologias.

Blume alertou ainda que a manutenção da atual estrutura operacional na Alemanha acarreta "uma desvantagem permanente de cerca de 1500 milhões de euros por ano".

Contudo, o gestor tentou atenuar os ânimos ao frisar que o limiar de 100.000 postos não é uma "meta fixa de despedimentos", mas sim um cálculo teórico que reflete a dimensão da poupança de que o grupo necessita.

Sindicatos acusam gestão de jogada financeira A liderança dos trabalhadores não tardou a reagir.

A presidente do conselho de empresa geral do grupo, Daniela Cavallo, declarou perante os trabalhadores que a confiança na liderança executiva ficou "gravemente danificada, embora ainda não seja irreparável".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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