Lula e Flávio (e Romeu Zema também) ausentes do primeiro debate no Brasil
Só três dos seis candidatos presidenciais convidados pela TV Bandeirantes para o debate inaugural da campanha à presidência da República do Brasil compareceram, o que fez do confronto, de domingo, dia 23 de agosto, o mais esvaziado desde a redemocratização do país, em 1989.
Lula da Silva e Flávio Bolsonaro foram os principais ausentes.
Para justificar a ausência, Lula, atual presidente e líder nas sondagens, alegou que a Band não cumpriu as regras do Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo a lei eleitoral, as emissoras só são obrigadas a convidar candidatos de partidos com mais de cinco parlamentares.
Nesse caso, além de Lula, estariam aptos a participar Flávio, do PL, Ronaldo Caiado, do PSD, e Augusto Cury, do Avante.
Como Romeu Zema, do Novo, que tem cinco deputados, e Renan Santos, do Missão, que não tem nenhum, foram chamados, uma vez que a Band se regeu pela pontuação nas sondagens, Lula recusou-se a participar por sentir que seria o alvo de cinco adversários de direita.
Flávio, percebendo que sem Lula teria pouco a ganhar no debate, também recusou.
Mais tarde, Romeu Zema anunciou a ausência.
Os participantes somam meros 11% das intenções de voto, segundo a pesquisa mais recente, do Instituto Datafolha: Caiado, 5%, Renan, 4%, e Cury, 2%.
“O meu adversário é quem está no poder destruindo o Brasil, é com ele que quero debater”, justificou Flávio.
Lula, por sua vez, optou por dar uma entrevista à mesma hora do debate à concorrente TV Record, que teve mais audiência do que o próprio debate da Band, em que apresentou propostas e disse, a propósito do escândalo na Segurança Social que atingiu Lulinha, o seu primogénito, que “se alguém agiu de forma equivocada tem de ser investigado”.
“Isso vale para o meu filho ou qualquer pessoa, ele sabe que se cometeu erro vai ser julgado e depois punido ou inocentado”.
No debate, os dois grandes ausentes foram, ainda assim, os mais visados.
“Flávio não deu explicações à sociedade sobre o caso Dark Horse”, acusou Caiado, a propósito do pedido de 24 milhões de dólares a Daniel Vorcaro, banqueiro envolvido no maior escândalo financeiro da história do Brasil, para financiar um filme sobre o pai.
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