Julgamento do arquiteto do 11 de Setembro, Khalid Sheikh Mohammed, marcado para junho de 2028
Quase 25 anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a justiça norte-americana definiu o calendário para julgar o homem apontado como o principal arquiteto dos ataques que fizeram quase três mil mortos nos EUA.
Um juiz militar norte-americano fixou para 5 de junho de 2028 o início do julgamento de Khalid Sheikh Mohammed e de três alegados cúmplices , detidos na base de Guantánamo, em Cuba.
Mas ainda há dúvidas sobre se este vai avançar ou não, num caso marcado por sucessivos adiamentos.
A decisão surge a poucas semanas do 25.º aniversário dos atentados contra as Torres Gémeas, em Nova Iorque, e o Pentágono, em Washington, e da queda do voo 93 da United Airlines na Pensilvânia, depois da revolta dos passageiros contra os terroristas.
Quase três mil pessoas morreram.
O juiz Michael Schrama rejeitou o calendário defendido pela acusação, que pretendia iniciar o julgamento em janeiro de 2027, considerando que ainda existem importantes questões processuais por resolver, incluindo disputas sobre a admissibilidade de provas.
A decisão reflete as dificuldades que têm marcado o processo ao longo de mais de duas décadas, com sucessivos adiamentos, impasses jurídicos e debates sobre as condições em que os arguidos foram interrogados após a captura.
Khalid Sheikh Mohammed, atualmente com 61 anos, foi capturado no Paquistão em março de 2003 durante uma operação conjunta das autoridades paquistanesas e norte-americanas.
Considerado um dos principais estrategas da Al-Qaeda, é acusado de ter concebido e apresentado ao líder do grupo terrorista, Osama Bin Laden, o plano que levou ao desvio de quatro aviões comerciais no 11 de Setembro.
Segundo a acusação norte-americana, coordenou os preparativos dos ataques e supervisionou os sequestradores que executaram a operação.
O próprio já terá admitido que planeou a "operação do 11 de Setembro do início ao fim".
Depois da captura, Khalid Sheikh Mohammed passou por prisões secretas da CIA antes de ser transferido para Guantánamo em 2006.
Um relatório do Senado norte-americano divulgado em 2014 concluiu que Mohammed foi submetido a torturas, nomeadamente o waterboarding (afogamento simulado) em 183 ocasiões.
O novo calendário surge depois de ter fracassado uma tentativa de acordo judicial que permitiria a Khalid Sheikh Mohammed declarar-se culpado e evitar a pena de morte em troca de prisão perpétua.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.