Lisboa vai falar de Inteligência Artificial por uma semana
Não há um palco principal, ou espaço único que dê acesso às conferências e conversas. Entre esta segunda-feira, 21 de setembro, e domingo, dia 27, quem quiser acompanhar a Lisbon AI Week terá de percorrer vários locais da capital. Num dia, num espaço, pode discutir-se o impacto da Inteligência Artificial nos media e na democracia. Numa zona distinta da cidade, noutra sala, experimentar a tecnologia num hackathon. Pelo meio, haverá lugares onde se vai falar de cinema, segurança, banca ou até para perguntar o que nos distingue, afinal, enquanto humanos.
É esta dispersão que está na génese da Lisbon AI Week. Em vez de uma grande conferência organizada centralmente, a iniciativa funciona como plataforma de curadoria de eventos independentes promovidos por empresas, universidades, startups, comunidades e outras organizações. “A Lisbon AI Week não tem palco principal, não tem bilhete único e não tem ‘cabeça de cartaz’”, explica Leo Xavier. “Tem uma cidade.” O Chief Technology & Innovation Officer do Observador e coorganizador da iniciativa explica assim a dinâmica do evento — dos eventos, na verdade. “Em vez de colocarmos duas mil pessoas num auditório durante dois dias, espalhamos dezenas de eventos independentes por Lisboa durante uma semana. Cada um organizado por quem realmente sabe daquele tema.”
Na primeira edição , o modelo reuniu cerca de quarenta eventos e mais de duas mil pessoas, com a maioria das iniciativas a esgotar a capacidade disponível. Participaram empresas internacionais como a Supabase, a PostHog e a Cloudflare, mas também universidades, startups e comunidades técnicas locais. Este ano, a tecnologia continua a ocupar um lugar central, mas a organização quer alargar o olhar sobre aquilo que está a acontecer à medida que a Inteligência Artificial entra na vida das pessoas. “O ano passado foi muito técnico. Este ano voltamos a trazer também a componente técnica, mas trazemos um pouco mais o envolvimento do dia-a-dia das pessoas”, explica Daniela Correia, diretora de Assinaturas do Observador e uma das organizadoras da Lisbon AI Week.
A ambição, acrescenta, passa por “reunir a comunidade” que já desenvolve ou utiliza Inteligência Artificial no dia-a-dia, mas também chegar aos curiosos e “trazer várias vozes plurais que queiram explorar esta tecnologia em conjunto”.
É precisamente a relação entre tecnologia e sociedade que estará em discussão logo no primeiro dia. A sessão “Como a IA irá impactar os media, o jornalismo e as democracias” junta Rudolf Gruner e Pedro Morais Leitão esta segunda-feira, às 15h00, no The Square (inscrições completas), para uma conversa sobre as transformações que a Inteligência Artificial está a provocar nestas áreas.
No dia seguinte, a Unicorn Factory, em Alvalade, recebe “AI with Purpose” , entre as 16h00 e as 19h30. E nos dias 23 e 24, a Lisbon AI integra oficialmente a programação da semana, com dois dias na Fundação Champalimaud dedicados à Inteligência Artificial.
Mas o programa procura também mostrar aplicações menos óbvias da tecnologia. Daniela Correia destaca o cinema como um dos exemplos dessa aproximação ao quotidiano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.