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A Figura do Dia: Pulhices entre catedráticos

Diário de Notícias ·
A Figura do Dia: Pulhices entre catedráticos

A polémica entre professores catedráticos não vende tanto como uma cabeçada numa tasca no Cerco ou um aperto na Musgueira após um Porto-Benfica.

Não é politicamente correto escrevê-lo desta forma, mas observar intelectuais a espernear é quase tão deprimente como ver alguém sem coragem dar um grito para mostrar que a tem – soa sempre a falso, a voz sai-lhe tresloucada, é pior a emenda do que o soneto.

"O que foi eleito pelo Conselho Geral é odiado por outros professores, dois deles também candidatos, apoiados pelos doutorados e catedráticos dos polos de Economia e Gestão de Carcavelos." Há meses que nos cruzamos com notícias sobre a eleição para reitor da Universidade Nova.

O que foi eleito pelo Conselho Geral é odiado por outros professores, dois deles também candidatos, apoiados pelos doutorados e catedráticos dos polos de Economia e Gestão de Carcavelos.

Uns acusam-se de provincianismo e os outros respondem que quem diz é quem é.

Eleições foram impugnadas, a polícia foi chamada e acumulam-se processos no Tribunal Administrativo.

Não é bonito.

As pulhices entre professores universitários são património nacional – quantos professores não puderam ascender na carreira por não fazerem o jogo dos que tinham a faca e o queijo na mão nos processos de escolha para os concursos de doutoramento, agregação ou lugares de catedráticos? O conflito na Universidade Nova tem uma admirável vantagem: os protagonistas assumiram-se e gritaram de porta aberta e à vista do país.

Ainda assim, é desesperante ver pessoas que deviam estar acima do rebentamento das ondas serem, afinal, um símbolo de um tempo de esfomeados de um infantil desejo de atenção.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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