“Nesta fase, objetivo de participação na REN encontra-se concluído”, garante Governo após compra à Fidelidade
Após chegar a um acordo para comprar a posição detida pela Fidelidade na REN , que eleva a participação do Estado para 19%, o Governo refere que “nesta fase, entende que o objetivo de participação na REN encontra-se concluído”.
Estado reforça na REN com compra de 5,3% à Fidelidade Ler Mais O Governo tinha mandatado a Parpública para adquirir uma participação até 20% na REN .
Já só faltaria 1% para atingir esse objetivo na totalidade, mas o Executivo liderado por Luís Montenegro sublinha agora que já atingiu o que queria “nesta fase”.
Em comunicado enviado às redações, o Ministério das Finanças destaca ainda que esta operação “visa defender o interesse público e preservar um ativo estratégico para o país”.
Fidelidade destaca “valorização adequada do investimento” Ler Mais “A operação decorreu nos termos previstos na Lei e, à semelhança da anterior, a sua concretização fica dependente da emissão do visto prévio do Tribunal de Contas ao respetivo contrato de compra e venda de ações, momento para o qual se remetem mais detalhes da operação”, acrescenta.
A Parpública chegou a acordo com a Fidelidade para comprar a posição detida por aquele grupo na gestora da rede elétrica nacional, que era de 5,32%.
A participação da seguradora está avaliada em cerca de 125 milhões de euros a preços de mercado , mas não se conhecem os detalhes do negócio.
No âmbito do negócio, a Parpública, que gere as participações do Estado, vai adquirir participações da Fidelidade, Via Directa, Fidelidade Re, Multicare e Fidelidade Assistência.
Todas fazem parte do mesmo grupo segurador, que é detido pelos chineses da Fosun.
Reentrada na REN vai cortar preços? Especialistas duvidam premium Ler Mais A Parpública já tinha comprado a participação de 13,7% que pertencia aos espanhóis da Pontegadea, de Amancio Ortega .
Pagou 390 milhões de euros, com um prémio de 15% em relação ao preço médio das ações da REN nos seis meses anteriores.
“Perfeitamente normal”, declarou o ministro das Finanças sobre o prémio pago ao grupo espanhol .
O Executivo liderado por Luís Montenegro justificou o investimento na REN como uma questão de segurança energética e soberania nacional , procurando reforçar o peso do Estado numa infraestrutura crítica do setor elétrico e do gás.
Ainda assim, assegurou que via com bons olhos a permanência dos chineses na estrutura acionista da empresa.
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