MP investiga maus-tratos em colégio: Gotas para dormir, vómitos, chapadas
O Externato Santa Francisca, localizado na freguesia da Penha de França, em Lisboa, está a ser investigado por suspeita de maus-tratos às crianças.
Ao Notícias ao Minuto , a Procuradoria Geral da República (PGR) confirmou a existência de um inquérito, "que teve origem em denúncia apresentada", e que se encontra em investigação no DIAP de Lisboa.
Em causa está, segundo o jornal Expresso , que avançou com a notícia, uma denúncia apresentada por uma ex-funcionária. A antiga trabalhadora do colégio, constituído por jardim de infância, pré-escolar e 1º ciclo, acusa a diretora do estabelecimento de "desferir chapadas na nuca dos meninos", "manietar as crianças" para as forçar a comer e misturar na sopa gotas para dormir, que só são indicadas para adultos.
Ao semanário, duas auxiliares de ação educativa revelaram que se despediram por não querer compactuar com a forma como a responsável tratava as crianças.
"Pediu-me para prender os braços de um menino de cinco anos para ela o obrigar a comer e eu recusei", exemplificou uma das ex-funcionárias, realçando que a hora das refeições era das mais tensas do dia.
"Metia a sopa à força na boca das crianças e, se vomitassem, obrigava-as a comer mais, gritando e dando-lhes chapadas na nuca", denunciou, assegurando que chegou a ver a diretora a misturar na sopa de uma menina de 4 anos gotas para dormir, a partir de um frasco que precisava: "apenas para adultos".
"É muito bruta com as crianças. Deu duas palmadas com força a um menino de três anos, que até levantou os pés do chão", acrescentou a mesma testemunha.
Já outra garantiu que presenciou "diversas tentativas de obrigar as crianças a comer com tanta força que elas chegam a engasgar-se". "Vi a diretora dar uma palmada a uma criança de 2 anos, a destratar um menino autista, a ter uma postura agressiva e a gritar permanentemente com os meninos. Despedi-me porque não conseguia presenciar estas situações", lamentou.
Questionada pelo jornal sobre as situações em causa, a diretora negou "qualquer situação que possa ferir a integridade física ou psicológica" dos menores e disse desconhecer se há ou não uma investigação a decorrer.
No entanto, ainda segundo o Expresso, há duas semanas, uma moradora de um prédio vizinho chamou a polícia, devido aos gritos que ouvia por parte dos menores.
"As crianças choravam convulsivamente, de uma forma absurda, e ouvia-as a engasgarem-se e a suplicarem aos gritos: 'pára! pára! tira!'. Foi tão angustiante que não consegui ignorar", relatou.
Quanto a este caso, a responsável do colégio confirmou a ocorrência, mas desconhece o que concluíram as autoridades. "Não fui chamada para prestar declarações e não tenho conhecimento de nada. Só pode ter sido alguém mal-intencionado a fazer essa denúncia", atirou.
Já no início do ano passado, quando ainda nenhuma denunciantes trabalhava na escola, deu entrada uma queixa anónima na Inspeção-Geral da Educação e Ciência, a reportar situações de maus-tratos a menores no colégio. Quanto a este caso, o MP concluiu que não havia "indícios dos factos alegados".
Os vídeos gravados por uma funcionária da creche Arco-Íris, da Casa do Povo das Lajes das Flores, nos Açores, são chocantes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.