Combates fazem 112 mil deslocados internos e 3.000 refugiados no Djibuti
O s huthis conseguiram, na semana passada, assumir o controlo do litoral do mar Vermelho, reforçando o seu domínio sobre o estratégico estreito de Bab el-Mandeb, que liga a Europa à Ásia, através deste mar e do canal do Suez.
Mas os combates das últimas semanas contra as forças governamentais provocaram centenas de mortos e muitos deslocados no interior do Iémen, com outros a dirigirem-se para o Djibuti, do outro lado do mar Vermelho.
"A maioria foi deslocada nas últimas duas semanas, principalmente ao longo da costa ocidental e nas províncias de Taiz e Lahj", no oeste do país, acrescentou.
Além disso, cerca de 3.000 pessoas já chegaram ao Djibuti em menos de uma semana, "após terem efetuado a perigosa travessia marítima do estreito", relatou à imprensa a partir do Djibuti Sandrine Desamours, representante local do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Estas chegadas "de refugiados iemenitas aumentam a pressão sobre um dispositivo de resposta já sujeito a fortes exigências", sublinhou, numa altura em que o país acolhe já 36.000 refugiados, principalmente provenientes da Somália e da Etiópia.
"Embora este número possa parecer modesto, é necessário ter em conta a proporção que representa face à população" de cerca de um milhão de djibutianos, argumentou.
Segundo Sandrine Desamours, as autoridades da Somalilândia e do Estado somaliano do Puntland "também assinalaram um aumento das chegadas provenientes do Iémen, incluindo tanto refugiados iemenitas como somalis que regressam ao seu país".
Após anos de acalmia, o Iémen foi arrastado em julho para o conflito regional desencadeado pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão no final de fevereiro.
Entre 2014 e 2022, uma guerra opôs os huthis às forças pró-governamentais, apoiadas por Riade, provocando centenas de milhares de mortos e mergulhando o Iémen, o país mais pobre da Península Arábica, numa grave crise humanitária.
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