Putin aceita recomeçar negociações com a Ucrânia e Zelensky mostra-se disposto a "congelar" linha da frente
O presidente russo, Vladimir Putin, disse ao enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, que está disposto a recomeçar em novembro as negociações com a Ucrânia, sob mediação dos EUA, que estão paradas desde fevereiro.
"O presidente informou Witkoff que, num primeiro momento, estamos dispostos a retomar as negociações tripartidas por volta de 10 de novembro sobre a questão mais importante: a criação de um sistema de segurança para a Rússia e a Ucrânia no final do conflito", disse Yuri Ushakov, conselheiro de Política Internacional do Kremlin.
Por seu lado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mostrou-se disposto a concordar com um cessar-fogo que "congele" as atuais linhas da frente na guerra com a Rússia, como passo inicial para um cessar-fogo definitivo, embora tenha insistido que procurará garantias de segurança dos EUA e dos seus aliados.
Questionado na estação Fox News se aceitaria um acordo que mantivesse as atuais linhas de fronteira, com a Ucrânia a conservar 75% ou mais do seu território, Zelensky respondeu: "sim".
"Sempre disse que estávamos prontos para negociar em qualquer formato e sobre qualquer assunto.
Mas, por favor, não falem de nós sem a nossa presença", acrescentou.
Reunião entre Putin e Witkoff Segundo Ushakov, citado pela agência EFE, o enviado do presidente Donald Trump informou Putin sobre o resultado das consultas com Zelensky e os respresentantes europeus em Oslo.
Putin ouviu as "novas posições e ideias" definidas em consenso por Kiev e pelos europeus na capital norueguesa, "embora, no contexto do processo de resolução na Ucrânia, não houvesse muitas coisas úteis".
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