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Economia

Títulos do Tesouro dos EUA voltam a quebrar a barreira dos 5% na antecâmara da reunião da Fed

Jornal Económico ·
Títulos do Tesouro dos EUA voltam a quebrar a barreira dos 5% na antecâmara da reunião da Fed

Continua a tensão nos mercados obrigacionistas, com os títulos norte-americanos a dez anos a quebrarem a barreira psicológica dos 5% na antecâmara da reunião da Reserva Federal de setembro.

A expectativa é cada vez mais que os juros voltem a subir, enquanto a situação no Médio Oriente continua a agravar a cotação do petróleo e a penalizar as bonds.

Os títulos do Tesouro a 10 anos subiram cerca de 7 pontos base (pb) até 5,029% na terça-feira, ultrapassando assim a barreira dos 5% e atingindo máximos não vistos desde 2007.

Este movimento ocorre depois de, no dia anterior, os juros da dívida norte-americana terem já negociado acima de 5%, ilustrando a tendência de subida que se tem verificado nas últimas semanas.

Citada pela CNBC, a unidade de análise económica da Barclays argumenta que 5% de yield é um “ponto de inflexão historicamente importante a partir do qual as taxas se tornam uma adversidade mais persistente para as ações”.

Noutras maturidades, as subidas das yields oscilaram entre 4 e 6 pb, um movimento que tem sido acompanhado pelos títulos de outras economias ocidentais.

No Japão, a bond a 10 anos ultrapassou os 3% de yield, um nível psicológico relevante para os investidores.

A subida ocorre também na mesma semana em que o Banco do Japão (BoJ) deverá determinar novo aumento de 25 pb nas taxas diretoras, que chegam assim ao nível mais alto em 31 anos com 1,25%.

A yield dos títulos alemães a 10 anos também chegou a novo máximo desde 2009, com 3,55%, enquanto os índices bolsistas europeus negociavam no vermelho.

O sector do Velho Continente de inteligência artificial (IA) também foi penalizado pelas notícias de que os grandes players do mercado estarão abertos a um abrandamento da atividade.

Os planos de vários CEO da indústria, incluindo Dario Amodei, da Antropic, e Sam Altman, da OpenAI, esbarram nas palavras de Donald Trump, que descartou os medos levantados quanto à evolução descontrolada da tecnologia.

Os mercados estão ansiosos pela perspetiva de nova subida dos juros na maior economia do mundo, que será a primeira no mandato de Kevin Warsh, que garantiu não ir dar tréguas à inflação há muito acima do objetivo de médio-prazo da Fed.

Segundo a FedWatch Tool, da CME Group, o mercado está a atribuir 92,5% de probabilidade a nova subida de 25 pb esta quarta-feira, que colocaria os juros diretores norte-americanos entre 3,75% e 4%.

Por outro lado, os ataques dos Houthis às posições do governo apoiado pelos sauditas e a infraestrutura petrolífera na Arábia Saudita estão a levar a nova subida do preço do petróleo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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