Preventiva para quatro suspeitos do crime de rapto na Marinha Grande
S egundo a mesma fonte, a três destes arguidos há a possibilidade de a medida de coação passar a obrigação de permanência na habitação se o relatório da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais for favorável. A concretizar-se, ficam proibidos de sair do país.
À mulher detida, o juiz de instrução criminal de Leiria determinou, na sexta-feira à noite, a sua restituição à liberdade, condicionada à apresentação todos os dias úteis numa esquadra da Polícia de Segurança Pública, estando ainda proibida de contactar os restantes arguidos e a vítima.
Os arguidos estão fortemente indiciados do crime de rapto agravado e em causa, entre outros crimes, está a detenção de arma proibida, acrescentou a fonte judicial.
Num comunicado, a PJ, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, revelou que os suspeitos delinearam e executaram, em conjugação de esforços, "um plano que culminou com a abordagem e rapto de um homem".
"O grupo criminoso agora desmantelado pretendia obrigar a vítima a pagar uma suposta dívida. Para tal, depois de a terem manietado, transportaram-na para uma habitação abandonada, onde foi ameaçada com diversas armas de fogo curtas, de calibre de guerra (pistolas) e agredida brutalmente, ao mesmo tempo que realizavam filmagens, posteriormente divulgadas nas redes sociais", adiantou a PJ.
Naquela habitação, a PJ encontrou material balístico e vestígios de sangue.
Os suspeitos, estrangeiros, têm idades entre os 19 e 26 anos e apenas um deles tem "profissão ou ocupação definida", enquanto a vítima, também estrangeira, tem 25 anos e reside na Marinha Grande.
De acordo com a PJ, além dos cinco detidos, estão identificados outros dois suspeitos que "fugiram para o Brasil e para os quais foram já emitidos mandados de detenção internacional".
À Lusa, fonte da PJ de Leiria afirmou que os arguidos foram detidos nas respetivas residências, "algumas em Leiria, outras na Marinha Grande", e são "suspeitos de terem participado noutros crimes".
Quanto à alegada dívida, existe "a forte convicção que possa estar relacionada com negócios ilícitos", referiu a fonte da PJ.
A casa abandonada ara onde foi transportada a vítima localiza-se no concelho de Ourém, no distrito de Santarém.
Ainda de acordo com a PJ, o sequestro durou algumas horas e foi desencadeado após a mulher ter atraído a vítima para um encontro de natureza sexual.
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