Vindima não tem segredos: o lavar dos cestos é mesmo até ao fim (crónica)
Nesse momento, e além de salvar um ponto, o defesa-central croata — que regressou esta época aos vitorianos, naquela que é a sua terceira passagem pelo clube — também impediu que fosse escrita uma nova história nos duelos para o campeonato entre Vitória e Moreirense , em Guimarães: nunca os verdes e brancos triunfaram no reduto dos vizinhos. O registo é agora de 16 embates, 12 vitórias dos conquistadores e quatro empates.
Para trás ficou um dérbi muito longe de ser espetacular, mas que reforçou, essencialmente, a matriz das equipas orientadas por Vasco Botelho da Costa: organização. Seja em processo defensivo, seja em posse e nos momentos de ataque. Com Tiago Andrade e Leonardo Vonic agitados no último terço — o extremo ameaçou o golo aos 8 minutos, o ponta de lança também tentou a sua sorte aos 26' — os de Moreira de Cónegos foram controlando sempre os ímpetos dos visitados e apenas Oumar Camara testou André Ferreira (27' e 43').
A etapa complementar foi bem mais movimentada e a jogada do golo do Moreirense merece entrar naqueles DVD's que são mostrados aos miúdos que estão a começar a dar os primeiros pontapés na bola: saída em construção desde o setor defensivo, ataque rápido sempre em progressão e com segurança na posse e no(s) passe(s), assistência perfeita de Leonardo Vonic e remate fulminante de Tiago Andrade para um golaço. É para rever...
Tiago Margarido, também ele um estratega por natureza, sentiu a apatia da equipa e fez tripla substituição, mudando todo o meio-campo — logo aos 12 minutos, refira-se, os conquistadores já tinham perdido o influente Gustavo Silva , devido a lesão. O Vitória cresceu, mas não estava fácil entrar na bem estruturada muralha dos rivais. Até que, no último lance do desafio, Borevkovic teve alma para atenuar a dor dos vitorianos.
Os adeptos vimaranenses não ficaram satisfeitos e assobiaram a equipa, que somou o quarto jogo seguido sem vencer. Os simpatizantes dos cónegos deram o merecido carinho aos seus jogadores.
Quem o conhece de outras realidades competitivas sabe que estamos na presença de um extremo com muita qualidade e que, aos 20 anos, tem ainda uma margem de progressão enorme. Talhado para as decisões, o internacional jovem luso ameaçou na primeira parte e confirmou os intentos na etapa complementar: fuga pela esquerda, finta para fora e remate cruzado, ao ângulo. Golaço!
É verdade que nunca assim tanto trabalho quanto isso no que diz respeito aos duelos individuais, mas destacou-se num momento ainda na primeira parte, a evitar que o excesso de confiança de Oliwier Zych pudesse ter males maiores (19').
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.abola.pt — o conteúdo pertence a A Bola.