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Revisão Constitucional é condição para o OE?

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Revisão Constitucional é condição para o OE?

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"Vivo e em História", na Rádio Observador e também em vídeo nas redes sociais do Observador, no YouTube, hoje com a Judite França, o Alexandre Borges e o Rui Pedro Antunes. Eu sou o Ricardo Conceição. Vamos falar sobre a reunião do Conselho de Ministros de hoje, também do PS e de fazer depender, eventualmente, a viabilização da proposta de orçamento do Estado, de uma revisão constitucional em que o PS também entra. Mas vamos começar com a rentrée do Chega, que foi ontem. Rui Pedro Antunes, foi uma rentrée relâmpago, não estava prevista, foi de um dia para o outro, em Santarém, ao final da tarde, com André Ventura a agitar com a kryptonite de Montenegro e do PSD, que é aquela kryptonite, o fantasma de cortar pensões.

Sim, na verdade, a forçar a ter uma reação mais vocal, já lá iremos, por parte do governo já esta quinta-feira. Mas o que eu noto em André Ventura é que deve ser cansativo, de facto, e é desgastante, e acho que isso também desgasta um pouquinho a imagem dele, que ele tem que inventar coisas para estar sempre na mó de cima, na polêmica, e isso muitas vezes não é fácil. É óbvio que há problemas que afetam o Estado e a governação diariamente e todas as semanas ele tem material para o fazer, mas teve que recuperar esta questão que vinha desde a reforma laboral, aproveitando naturalmente o tema da atualidade e essa componente da atualidade do estudo da Segurança Social, para voltar a dizer que defende uma baixa da idade da reforma, que depois na altura até pôs os pés pelas mãos e disse que ia ser só um mês, até pode ser só uma semana antes, até pode ser só alguns dias. E portanto, o que me parece nesta reentrada na cena política do Chega, é que André Ventura tem aqui sempre uma dificuldade, ou teve uma dificuldade maior do que o habitual, para criar polêmica. Já teve que ir buscar este assunto. Depois diz que está preparado para governar, mas diz que não depende dele. E é verdade, mas um dia pode haver vontades, basta que haja vontade de dois dos três para que isso possa acontecer, para que haja eleições antecipadas de alguma forma. Porque se há coisa que o presidente da República pode controlar é não convocar eleições na sequência de um orçamento, mas se for aprovada uma moção de censura ao governo, não há grande margem para que isso não aconteça. E portanto, eu não vi grande novidade neste regresso do André Ventura à cena política, se bem que ele também foi sempre mantendo, apesar de estar fora com alguns vídeos. Não vi grande novidade e vi esta insistência numa altura em que é verdade que o PS e o PSD trocam algumas acusações sobre um que vem os papões que vêm privatizar a Segurança Social e que há um sentido escondido da AD de querer isso para o futuro. E do outro lado, a AD a dizer que é apenas um estudo e que o PS está contra uma reflexão que devia ser mais profunda.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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