Alunos do Secundário regressam hoje às aulas (uma semana mais tarde)
A rranca esta segunda-feira, dia 21 de setembro, o ano letivo para os alunos do ensino secundário, uma semana mais tarde do que estava inicialmente previsto.
O atraso já tinha sido explicado há um mês pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, quando revelou que as aulas dos alunos do ensino secundário já não iriam começar entre a semana de 11 e 15 de setembro, como definia o calendário, mas apenas a 21 de setembro.
Fernando Alexandre explicou, na altura, que o objetivo do adiamento está relacionado com a "sobrecarga dos professores" classificadores por causa de um processo de correção em formato digital "que não correu bem".
Os problemas que obrigaram a adiar algumas das datas e a criar uma época especial de exames para os alunos do secundário levaram os diretores escolares a pedir que o arranque do ano letivo dos alunos do ensino secundário fosse adiado.
O ministério decidiu, por isso, adiar o arranque das aulas dos mais velhos. Já os alunos do ensino básico regressaram às aulas na semana passada.
O regresso às aulas tem sido, contudo, marcado por alguns problemas, mas no caso para os alunos mais novos, com muitos a ficarem sem colocação na escola pública.
A semana passada, em declarações aos jornalistas no final da inauguração da requalificação de duas escolas secundárias em Arganil, Fernando Alexandre desvalorizou, explicando que esta situação se verifica todos os anos e que "são cada vez menos casos".
"Para se ter uma ideia, só na semana passada surgiram em Lisboa 134 novos pedidos de matrícula que nunca tinham surgido", frisou o governante, referindo que o país tem mais de um milhão de alunos.
Segundo o ministro da Educação, os casos existentes estão "todos a ser tratados e todos os alunos, obviamente, vão ter lugar na escola pública".
"Acontece muitas vezes os pais não conseguirem colocação dos filhos na escola que desejavam, mas isso é algo que não temos capacidade e os pais sabem disso", afirmou.
Como exemplo, Fernando Alexandre disse que em outubro vão surgir muitos alunos imigrantes a pedir colocação.
Entretanto, há um grupo de pais que vai avançar com um processo contra o Ministério da Educação por falta de vagas nas escolas públicas e que diz ter ainda muitos casos de alunos que continuam em casa, sem qualquer informação.
"Apesar dos esforços que aparentemente estão a ser feitos pelos serviços do ministério, no nosso grupo de 60 famílias ainda temos um bom número de alunos sem colocações, incluindo nas áreas que já foram alvo de intervenção", disse à Lusa Rui Boavida, porta-voz do grupo de encarregados de educação "Não Somos Bonecos".
Na lista aparecem alunos de Lisboa, Amadora, Moita, Montijo, Seixal, Porto, Viseu e Portimão, sendo que oito casos dizem respeito a crianças do pré-escolar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.