As notícias das 2h
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Muito boa noite. Está apresentada a proposta de Orçamento do Estado para 2027. O PS deu um passo atrás e está agora com dúvidas. O ministro das Finanças pede responsabilidade. Os socialistas querem perceber se o Executivo cumpriu duas das condições definidas para viabilizar o documento, o investimento na conclusão de projetos do PRR e também a recuperação dos prejuízos causados pelas tempestades. Na resposta, Joaquim Miranda Sarmento diz que o PS, perante a abstenção já anunciada por José Luís Carneiro, não pode agora desvirtuar o documento.
O Partido Socialista assumiu a responsabilidade de se abster e com isso viabilizar o Orçamento. Não pode agora desvirtuar. O Orçamento que entra tem um superávit. É muito importante para o país, até dada a situação internacional, que o Orçamento que sai do Parlamento, depois da especialidade e da votação, mantenha esse equilíbrio das contas públicas, mantenha a redução da dívida pública e que não seja desvirtuado, porque isso seria uma enorme irresponsabilidade que o país pagaria caro.
É isso que, se acontecer, o que estão a dizer é que no próximo ano querem que o país tenha um déficit.
O apelo do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, à entrevista à SIC. Já o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, deixa um voto de confiança no PS.
Confio muito na responsabilidade, designadamente em matéria orçamental, do Partido Socialista. O Partido Socialista tem um histórico que nós conhecemos, um histórico que levou o país a momentos de grande dificuldade, levou o país a uma pré-bancarrota. Eu estou absolutamente convencido que essa página foi virada e essa rota foi transformada e o Partido Socialista sabe hoje a importância de termos contas públicas sãs e justas, como eu gosto de dizer. E, portanto, estou manifestamente tranquilo que isso não acontecerá.
Hugo Soares entrevista esta noite na CNN Portugal, questionado ainda sobre o alerta de Mário Centeno, sobre o aumento da despesa pública, o secretário-geral do PSD descreve o artigo do antigo governador do Banco de Portugal como uma fraude política e diz que no tempo em que foi ministro das Finanças, o investimento público atingiu os valores mais baixos de sempre. E depois da apresentação da proposta orçamental pelo governo, seguiram-se as reações políticas. À esquerda, as críticas centram-se no aumento do custo de vida e na falta de investimento em alguns setores. Já à direita, a iniciativa liberal denuncia que a proposta do governo aumenta a despesa pública e o Chega avisa que não vai ser muleta do governo. João Lourenço.
André Ventura ainda não oficializou o sentido de voto do Chega na votação do próximo Orçamento na generalidade. No entanto, o presidente do partido deixa pistas.
É muito claro que é um mau Orçamento e que é um Orçamento que não corresponde às necessidades das pessoas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.