Madrid arranca com teste de táxis áutonomos (sob supervisão)
Num projecto controlado pela Comunidade de Madrid e com o apoio tecnológico de parceiros como a WeRide e a Avomo, a Direcção-Geral de Tráfego espanhola concedeu à Uber uma autorização para iniciar os ensaios na via pública de veículos autónomos . Apesar de se tratar de veículos de Nível 4, o que lhes permite circular sem condutor, podendo mesmo nem sequer possuir volante ou pedais, os modelos que vão circular na capital espanhola vão obrigatoriamente ser supervisionados .
A aprovação dos táxis autónomos em Madrid surge no seguimento do que aconteceu recentemente em Londres e Munique, onde soluções similares para o transporte de passageiros em viagens solicitadas através de aplicações obtiveram autorização para iniciar a fase de testes. Em todos os casos e apesar de os veículos serem capazes de circular sem condutor, serão obrigados a ter volante e pedais e um ser humano capaz de assumir a condução , caso seja necessário, situação de supervisão que se manterá obrigatória até que a confiança no sistema autónomo seja total.
Os robotáxis, os táxis sem condutor, arrancaram em Londres em Setembro
Curiosamente, não foram as grandes cidades europeias, como Londres ou Munique, as primeiras a autorizar este tipo de serviço, tendo sido Zagreb, a capital da Croácia, a dar o pontapé de saída , uma vez que autorizou em Maio o arranque do mapeamento da cidade, a que se seguirão ensaios do sistema para certificação e, depois, o transporte de clientes nestes robotáxis, ainda que de forma supervisionada.
Não deixa de ser interessante comparar estes robotáxis com o sistema FSD da Tesla, que pretende um dia ser autónomo de Nível 4, mas ainda apenas tem autorização para funcionar de forma supervisionada, tendo sido como tal aprovado para circular livremente nos Países Baixos, Lituânia, Estónia, Dinamarca e Bélgica, estando agora a ser testado em França.
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O FSD da Tesla tem a vantagem de não necessitar de mapear as cidades e as estradas do país, antes de começar a operar , o que aliás seria muito difícil de realizar (e nem sequer seria interessante) para um modelo e para um software que pretende enfrentar o trânsito em qualquer ponto do mundo, graças a um sistema que recorre à Inteligência Artificial para aprender com a experiência, para evitar situações desagradáveis, como as que aconteceram na China .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.