Hugo Soares considera moção de censura do Chega ridícula e não acredita que PR envie “recados por amigos”
O líder parlamentar do PSD classificou esta quinta-feira, 3 de setembro, como ridícula a moção do Chega ao Governo e disse não acreditar que o Presidente da República envie "recados por amigos" ao Governo, revelando que votou em António José Seguro nas presidenciais.
Em entrevista à SIC Notícias no dia em que o Chega apresentou uma moção de censura ao Governo devido às polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, Hugo Soares considerou que o Chega tem como objetivo "derrubar o Governo e provocar eleições".
O secretário-geral do PSD considerou que a moção do Chega "é um epílogo da silly season " e "é ridícula" porque censura o Governo antes de se saber o resultado dos vários inquéritos abertos ao ministro da Administração Interna.
Moção do Chega apanha Parlamento em férias e obriga Aguiar-Branco a chamar líderes esta quinta-feira "Aquilo que eram temas centrais da atuação de André Ventura e o Chega caíram por terra.
Quando não se tem tema, arranjam se estas circunstâncias" , justificou, considerando que este partido ficou sem discurso em áreas como a imigração e segurança.
Hugo Soares defendeu o trabalho de Luís Neves em áreas como a prevenção e combate aos incêndios ou o controlo das entradas nos aeroportos e, admitindo que existiram informalidades, considerou que o ministro já deu explicações e reconheceu erros.
"Quem tem de responder pela intervenção de um ministro é o primeiro-ministro, tenho absoluta confiança no discernimento político, ético do primeiro-ministro" , afirmou.
Chega avança com moção de censura ao Governo Questionado sobre posições críticas de Luís Neves manifestadas publicamente por pessoas próximas do Presidente da República como Adalberto Campos Fernandes ou Álvaro Beleza, o dirigente do PSD disse "ter a certeza" de que o chefe de Estado não envia "recados por amigos" ao Governo e assumiu que votou em António José Seguro nas últimas presidenciais.
Por outro lado, Hugo Soares considerou "estranhíssimo que André Ventura não fale todos os dias sobre o assalto ao seu gabinete" , caso que considerou "uma questão de regime" e disse querer ver esclarecido até às últimas consequências, sem dizer se admite a possibilidade de terem sido pessoas do Chega a encenar o incidente.
"Se isso tivesse acontecido, a partir do em que ficasse demonstrado, o Chega e o seu líder ficavam com a sua credibilidade em 'menos dois'"" , avisou.
Chega confirma ataque a “lamaçal” de Luís Neves com Montenegro e PS na mira Hugo Soares assegurou que, mesmo após nova moção de censura ao Governo, a relação do PSD com o partido de Ventura ficará igual, dizendo que continuará a negociar com o Chega como com o PS, embora admitindo que os socialistas têm sido mais fiáveis quando chegam a acordos com o Governo.
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