Marocas jura que marcou cinco golos no mesmo jogo, mas o árbitro 'roubou-lhe' um
Aos 38 anos, Mário Duarte — com alcunha «desde pequenino» de Marocas — volta a ter oportunidade de competir nos nacionais ao serviço do seu clube de coração: o Imortal.
Na sexta época seguida nos algarvios, depois de ter andado a percorrer o país (continente e ilhas), o ponta de lança não consegue parar de faturar. Foi o melhor marcador do principal campeonato da AF Algarve, nas últimas duas temporadas — com 22 golos em 2024/25 e 20 em 2025/26 —, e quer agora manter a toada no Campeonato de Portugal .
Foi mesmo com a veia goleadora a pulsar na máxima força que o jogador se apresentou de novo aos nacionais, depois de ter sido campeão distrital do Algarve, naquele que descreveu como o «momento mais alto no clube, aos 38 anos, com a subida de divisão».
Em entrevista A BOLA , o capitão detalha como foi cada um dos cinco tentos… até mesmo o que o árbitro considerou que era autogolo: «O primeiro [32’] foi de penálti, após uma falta sobre mim. O segundo [42’] foi uma boa jogada, num cruzamento pela esquerda do Rafael Baião e eu encostei. Na segunda parte, foi outra vez o Baião que, pelo lado esquerdo, fez o cruzamento para eu fazer o terceiro [51’]. No quarto golo [61’], fizemos pressão, recuperámos a bola, que chegou até mim, e rematei de pé esquerdo. Por fim, o quinto [81’], que o árbitro diz que foi autogolo [risos], foi um cruzamento rasteiro pela esquerda, eu toco na bola, que depois toca no defesa atrás de mim.»
«No vídeo, parece que a bola vai na direção da baliza, depois de eu tocar. Não sei precisar, mas parece... No entanto, no final, o que interessou foram os três pontos. Não penso muito se marquei quatro ou cinco», afiança.
Na verdade, para o currículo do atleta que chegou a atuar na Liga 2 pelo Santa Clara (2014/15 e 2015/16) e UD Oliveirense (2015/16), quatro até foi melhor do que cinco: «Já tinha marcado cinco golos no Esperança de Lagos, uma vez em que ganhámos 12-1 ao Beira-Mar de Monte Gordo. Quatro nunca tinha acontecido, mas agora já posso dizer que sim.»
«É por eles, mas também pelos que estão ainda vivos e que me apoiam no dia a dia, como a minha mulher, que fica com os meus filhos para eu ir treinar e jogar. É uma peça fundamental», louva, como emoção.
Mais do que uma referência antiga do futebol algarvio, o progenitor destacou-se na carreira de jogador quando chegou ao principal escalão do futebol português pelas portas do Beira-Mar.
O também avançado representou o conjunto de Aveiro em 1991/92 e 1992/93, tendo sido peça crucial nos dois oitavos lugares seguidos dos aurinegros na Liga . No primeiro ano, foi mesmo o melhor marcador da equipa beiramarense, com seis golos apontados.
Quando questionado quem era a principal referência no futebol, Marocas não hesita: «O único que idolatro é o meu pai.»
Ora Sacavenense, ora 1.º Dezembro… Em Albufeira, dizia-se que estavam a tentar arranjar uma equipa à altura do Imortal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.abola.pt — o conteúdo pertence a A Bola.