Macklemore doa um milhão de dólares da digressão com Ed Sheeran para apoiar a Palestina
"Vou doar o milhão de dólares dos meus lucros líquidos da digressão 'Loop' de Ed Sheeran a seis organizações que trabalham diretamente em apoio do povo palestiniano", indicou o rapper norte-americano numa mensagem publicada nas redes sociais.
Macklemore desafiou o proprietário dos New England Patriots, Robert Kraft, a igualar o valor e a destinar o montante a ajuda humanitária.
Kraft foi quem pressionou para que o rapper fosse excluído da digressão de Ed Sheeran depois de este ter exibido uma bandeira da Palestina durante um concerto em Nova Jérsia.
"Independentemente das nossas diferenças, talvez possamos concordar nisto: as vidas palestinianas merecem ser protegidas. Uma vida palestiniana não vale menos do que qualquer outra vida neste planeta", acrescentou o rapper.
Macklemore aproveitou ainda o comunicado para dar voz aos "pais que levam os filhos para hospitais sem os recursos básicos para os tratar, e aos médicos, paramédicos, jornalistas e trabalhadores humanitários que continuam a aparecer", afirmou.
"Os palestinianos vivem há décadas sem direitos básicos e não deveriam ter de esperar mais um dia para serem livres (...) É aí que continuarei focado. Continuarei a apoiar o povo palestiniano e a sua luta pela libertação", afirmou o rapper.
O cantor Ed Sheeran explicou, num comunicado, que vários proprietários de estádios, incluindo Kraft, ameaçaram cancelar os concertos caso Macklemore continuasse a ser o seu artista de abertura. O músico disse também que preferia manter-se neutro em questões políticas.
Pouco depois, os artistas irlandeses Aaron Rowe e Beoga, a banda dinamarquesa Lukas Graham e o produtor e músico Finneas Eilish, irmão da cantora Billie Eilish, anunciaram a saída da digressão em solidariedade com Macklemore e com o povo palestiniano.
A saída destes artistas representa uma pressão adicional sobre Ed Sheeran, que até agora tinha procurado manter-se afastado da política e evitar tomar partido no conflito em Gaza, argumentando que os seus fãs não vão aos concertos para ouvir falar de política.
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