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Economia

Excedente volta a espreitar, mas muito aquém do ano passado

Jornal Económico ·
Excedente volta a espreitar, mas muito aquém do ano passado

Após três meses consecutivos em défice, as contas públicas regressam a terreno positivo em julho, com um saldo acumulado de 282 milhões de euros.

O resultado representa, contudo, uma redução de mais de dois mil milhões face ao mesmo período de 2025.

A síntese de execução orçamental, publicada esta segunda-feira, 31 de agosto, pela Entidade Orçamental, mostra que esta deterioração se deve, em grande medida, à queda do saldo da Administração Central, que recuou 3,5 mil milhões de euros.

Excluindo a regularização de dívidas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a redução foi de 2,2 mil milhões.

Até julho do ano passado, o excedente das Administrações Públicas ascendia a 2,3 mil milhões de euros.

A Segurança Social apresentou um excedente de 4,42 mil milhões de euros nestes primeiros sete meses, mais 1,2 mil milhões do que no mesmo período de 2025.

Na Administração Local, o saldo aumentou em 198 milhões, para 941,5 milhões de euros.

Já a Administração Regional melhorou o resultado em 62 milhões, passando a ter um excedente de 6,2 milhões.

A evolução das contas públicas ficou marcada por um crescimento da despesa, de 10,6%, superior ao aumento de 7,4% na receita.

Todas as componentes da receita evoluíram de forma positiva, com destaque para as receitas não fiscais e não contributivas, que deram um salto de 18,7%.

Já a receita fiscal cresceu 4,2% e a contributiva 6,7%.

Entre os principais impostos, o maior impulso veio do IVA, cuja receita subiu 6,8%, e do IRS, com um aumento de 5,7%.

A cobrança de IMI avançou 22,7%, enquanto a receita de IRC recuou 2,4%.

As contribuições para a Segurança Social, por seu lado, cresceram 7,3%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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